Mostrando postagens com marcador Carreira Profissional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carreira Profissional. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de março de 2013

Cinco dias no escritório é tempo demais

NYT- Prerna Gupta

Trabalhei em casa durante a maior parte da minha vida profissional. A liberdade de trabalhar fora de um escritório tradicional foi uma das principais razões pelas quais deixei o mundo corporativo oito anos atrás, aos 23 anos de idade, para inaugurar minha empresa de software.
A ideia de que todos os funcionários precisam estar no mesmo lugar durante oito horas por dia, cinco dias por semana, me parece enlouquecedora e ineficiente. Eu sabia que atingia meu pico de produtividade em determinadas horas do dia, com baixas regulares entre elas. A flexibilidade de determinar quando e onde trabalho sempre me tornou uma trabalhadora melhor.
Mas à medida que minha empresa crescia, tive uma surpresa: comecei a me sentir atraída pelo escritório. Enquanto funcionária, ainda não queria passar meu dia todo lá. Mas no papel de empregadora, queria garantir que todos os meus funcionários trabalhassem de forma eficaz. Exigir que todos passassem ao menos alguns dias da semana no escritório me parecia a forma mais fácil de fazer isso. Também compreendi o valor das conversas que surgem quando as pessoas estão fisicamente juntas em uma sala.
Quando soube que Marissa Meyer, executiva chefe do Yahoo, proibiu os funcionários de trabalharem em casa, meu primeiro pensamento foi: "Ainda bem que não trabalho no Yahoo". Contudo, entendo porque ele se sentiu forçada a colocar a política em prática, ao menos por enquanto. Ela está a cargo de uma empresa gigantesca que se tornou famosa por seu inchaço. Talvez seja exatamente disso que o Yahoo precisa para voltar aos trilhos. A questão é saber se essa política será capaz de aumentar a produtividade em longo prazo.
A noção de que todo mundo precisa estar no escritório cinco dias por semana nos faz lembrar de um tempo em que os funcionários não possuíam as ferramentas necessárias para trabalhar em casa. Porém, agora vivemos em um mundo completamente diferente: uma vez que a tecnologia fez com que os funcionários se tornassem acessíveis 24 horas por dia, os patrões passaram a esperar que fizessem hora extra; sob diversos aspectos, a jornada de 40 horas se tornou um anacronismo.
O Yahoo argumentou no anúncio da nova política que "algumas das melhores decisões e insights ocorrem nos corredores e lanchonetes, quando se conhecem pessoas novas e durante reuniões improvisadas". Certamente isso é verdade, mas também é verdade que alguns dos insights mais criativos só acontecem quando o cérebro humano tem o ócio necessário para pensar. Esses momentos em que a mente vaga quase nunca ocorrem durante o corre-corre do dia a dia no escritório.

No mundo de hoje, em que estamos constantemente conectados e quase sempre trabalhando, o escritório deveria ser repensado como um local de encontro, onde se comunicam ideias e se reforçam os laços interpessoais. Além disso, os funcionários deveriam ter o respeito e a responsabilidade necessária para gerir suas próprias grades horárias, além de trabalhar pelo tempo que achassem necessário e onde preferissem. Esse é o princípio que seguimos em nossa empresa, chamada Khush. Vamos ao escritório três dias por semana, cinco horas por dia, a partir do meio dia.
Em 2011, um grande fabricante de aplicativos, a Smule Inc., nos adquiriu e descobri que a complexidade cresce juntamente com a equipe. A comunicação é um desafio ainda maior. É fácil ignorar detalhes, perder oportunidades de colaboração espontânea e até mesmo as melhores intenções podem ser mal compreendidas.
Ainda assim, a despeito do tamanho da empresa, os princípios básicos da produtividade não mudam. Pessoas espertas ainda trabalham melhor quando podem escolher quando e onde atuar. Esse tipo de flexibilidade também ajuda funcionários que têm filhos. Alguns de nossos engenheiros costumam fazer pausas à tarde para buscar os filhos na escola, então voltam para terminar o serviço. E o trabalho sempre é entregue a tempo.
A Smule já era relativamente flexível em relação aos horários de trabalho, pedindo que os funcionários trabalhassem um mínimo de 5 horas por dia, quatro dias por semana no escritório. Recentemente, quando nossas empresas se fundiram ainda mais, a matriz passou a pedir que os funcionários da Khush adotassem os horários da Smule. Mas ao invés disso, convenci o executivo-chefe da Smule a adotar a grade mínima de três dias por semana que minha empresa já mantinha. Ele concordou com a mudança, muito embora tivesse suas dúvidas – ele acredita de verdade na cooperação presencial.
Acho que essa é a política que mais se aproxima de um meio termo que satisfaça as necessidades tanto de empregados quanto de empregadores. Ao invés de contar com princípios organizacionais projetados para uma época mais antiga, as empresas deveriam desenvolver novas estratégias para acabar com os desafios de se trabalhar em casa.

Fonte: http://economia.ig.com.br/carreiras/2013-03-18/cinco-dias-no-escritorio-e-tempo-demais.html 18/03/2013

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Conheça dez profissões em alta no mercado de trabalho


Confiantes no vigor da economia brasileira, empresas locais e multinacionais com filiais no Brasil preveem contratar mais profissionais nos próximos anos, aumentando, para isso, as exigências de qualificação da mão de obra.
 

O otimismo dos empregadores resultou também em uma crescente formalização na relação com os trabalhadores. Dados do último Censo, divulgados na semana passada pelo IBGE, revelam que 63,9% da população ocupada tinha carteira assinada em 2010, contra 54,8%, em 2000.

Segundo um relatório divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) em fevereiro desse ano, a expectativa de contratação para os próximos anos permanecerá aquecida.

Intitulada Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira - 2020, a pesquisa ouviu de 402 empresas brasileiras - que, juntas, empregam 2,2 milhões de pessoas - quais setores demandarão mais profissionais nos próximos anos.

De acordo com o estudo, quem deve liderar as contratações no país é a área da engenharia, além do segmento comercial - este último um dos principais empregadores de uma economia que caminha cada vez mais em direção ao setor de serviços, dizem especialistas.

"Depois de 'arrumar a casa' em 2011, ou seja, organizar suas finanças, as empresas estão buscando entregar resultados neste ano. Isso significa maximizar os lucros, algo que se reflete no perfil das contratações", diz Paulo Pontes, presidente da filial brasileira da Michael Page, uma das principais agências de recrutamento de executivos de média e alta gerência do país.

Para isso, as companhias brasileiras estão elevando suas exigências. Segundo o relatório da Firjan, 69,1% das empresas ouvidas requerem, no mínimo, algum tipo de pós-graduação para profissionais de nível superior. Já para mais da metade delas, o diploma universitário é indispensável, inclusive, para profissionais de nível médio/técnico.

Marcando as celebrações do Dia do Trabalho neste 1º de Maio, a BBC Brasil entrevistou especialistas para descobrir dez profissões que devem permanecer "aquecidas" nos próximos anos. Confira a lista:

1) Engenheiro de Petróleo

Quanto ganha (em média): R$ 14.000

O que faz: É responsável pelo desenvolvimento de projetos de exploração do petróleo e seus derivados em poços e jazidas, buscando uma maior eficiência de produção sem dano ao meio-ambiente. Com a descoberta do pré-sal, a profissão ganhou 'alma' própria - e é oferecida, hoje, como curso de graduação nas principais universidades do país.

2) Engenheiro de mobilidade

Quanto ganha (em média): R$ 12.000

O que faz: Supervisiona grandes obras de infra-estrutura, verificando se estão adequadas às normas legais. Nos grandes centros urbanos, esse profissional é encarregado de gerenciar o planejamento do transporte urbano. A carreira entrou no radar dos recrutadores depois que o Brasil foi confirmado como sede de grandes eventos, como a Copa do Mundo e a Olimpíada.

3) Engenheiro ambiental e sanitário

Quanto ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 12.000

O que faz: Concebe e executa projetos que diminuam o dano causado pela ação humana no meio-ambiente. A profissão é cada vez mais requisitada por grandes empresas e governos ciosos de seu compromisso com o desenvolvimento sustentável.

4) Médico do Trabalho

Quanto ganha (em média): R$ 10.000 a R$ 16.000

O que faz: Trata-se de um ramo da medicina especializado na promoção do bem-estar e da saúde do trabalhador. Profissionais dessa área avaliam a capacidade de um candidato de executar determinada tarefa, além de realizar exames de rotina nos funcionários para verificar o cumprimento das obrigações trabalhistas.

5) Gerente de Recursos Humanos

Quanto ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 14.000

O que faz: É responsável por recrutar novos profissionais e assegurar a permanência dos antigos. Antes subestimada, a profissão saiu do limbo e conquistou importância à medida que as empresas perceberam a necessidade de reter bons profissionais face à concorrência.

6) Controller

Quanto ganha (em média): R$ 10.000 a R$ 20.000

O que faz: Analisa e interpreta as informações contábeis das empresas de forma a reduzir perdas e maximizar o lucro, utilizando, para isso, conhecimentos avançados de administração. Atua no "centro nervoso" da companhia, relacionando os campos da contabilidade e da administração.

7) Advogado de contratos

Quanto ganha (em média): R$ 10.000 a R$ 14.000

O que faz: Analisa e redige contratos. É uma das áreas do Direito que mais tem crescido, acompanhando a escalada das fusões e aquisições de empresas no Brasil.

8) Gerente comercial/vendas

Quanto ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 18.000

O que faz: É responsável pelo planejamento e controle das vendas, desde a saída dos produtos da fábrica até a chegada à casa dos consumidores. Cada vez mais disputado pelas empresas, precisa ser bem relacionado e carismático, com conhecimentos avançados de administração e marketing.

9) Biotecnologistas

Quanto ganha (em média): R$ 4.000 a R$ 5.000

O que faz: Pesquisa a criação, melhoria e gerenciamento de novos produtos nas áreas de saúde, química, ambiental e alimentícia. Na área da microbiologia, pode atuar na produção de vacinas. É cada vez mais requisitado por indústrias, cientes da necessidade da otimização da cadeia produtiva.

10) Técnico em Sistemas de Informação

Quanto ganha (em média): R$ 2.000 a R$ 3.000

O que faz: Profissional de nível médio, é responsável por criar e analisar os sistemas de armazenamento e coleta de dados de uma companhia.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120430_profissoesemalta_brasil_lgb.shtml 18/02/2013

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Profissão de Controller exige novos atributos


As exigências para evoluir na profissão de Controller passam por algumas reformulações em função do aumento da complexidade organizacional das empresas. É necessário que o profissional de hoje domine novos requisitos, mas que não pertencem especificamente ao campo de sua formação técnica. Dessa forma, segue abaixo levantamento feito sobre os principais requisitos do profissional de Controladoria e que estão sendo atualmente demandados pelas empresas. O levantamento conta também com dados sobre o mercado para Controllers, além de informações sobre o MBA Controller da FIPECAFI.
Exigências da Profissão - Há cerca de 10 anos esperava-se que o profissional de Controladoria mantivesse como prioridade o foco no controle do plano de operações da empresa, emissão de relatórios, além de reportar e interpretar os resultados das operações dos diversos níveis gerenciais. Entretanto, o Controller de hoje precisa - além desses atributos - obter necessariamente conhecimentos de "capital humano", como ter a capacidade de gerenciar pessoas, dominar a comunicação, línguas estrangeiras e ter espírito de liderança. "Um dos atributos mais valorizados pelo profissional de controladoria é saber influenciar pessoas e ter aptidão para vender bem seus projetos", afirma Rubens Lopes da Silva, vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). É importante que o Controller conheça a companhia de maneira homogênea, tenha conhecimento das operações que são realizadas e como o custo dessas operações irão impactar na contabilidade. Dessa forma, as empresas valorizam o Controller que saiba manter relacionamento com os diversos departamentos. "É essencial que o Controller seja conhecido pelos diversos setores da companhia, de modo que os processos sejam assegurados dentro do prazo", frisa Rubens Lopes da Silva.
Profissão demandada - Segundo Henrique Bessa, Gerente da Divisão de Finanças da consultoria Michael Page Brasil, com o crescimento econômico brasileiro em 2010 e a vinda de grupos estrangeiros interessados no mercado nacional, a demanda por Controllers cresceu em relação ao ano de 2009. "A demanda de controllers em 2010 foi 10% superior a do ano anterior", afirma. Em relação a salários, Henrique Bessa, diz que "a faixa de remuneração subiu de 15% a 20% em 2010 em relação ao ano anterior". Segundo o consultor, o Controller continuará demandado em 2011. "A tendência é que, assim como em 2010, em 2011 a demanda por esse profissional continue alta", disse.
Abaixo, segue pesquisa internacional elaborada pela consultoria Robert Half sobre o salário em 2011 para Controllers no mercado brasileiro:
Tamanho da Companhia
6 a 9 anos de experiência
(salário anual)
10 a 15 anos de experiência
(salário anual)
Pequenas e Médias
Companhias:
R$: 107.000,00 a R$:160.000,00
R$: 107.000,00 a R$:173.000,00
Grandes Companhias:
R$: 187.000,00 a R$:280.000,00
R$: 253.000,00 a R$:360.000,00

Dados: Robert Half
Patrícia Gibin, diretora da empresa de recursos humanos FESA para o mercado financeiro, também declara que o Controller continua demandado. Entretanto, ela frisa ser importante que o Controller saiba que ele tem mais opções de carreira do que somente cargos em grupos multinacionais estrangeiros. O Controller pode experimentar cargos em grupos multinacionais brasileiros, trabalhar em gestão de fundos de Private Equity ou até mesmo no processo de estruturação e profissionalização de uma empresa, seja pequena, média ou de grande porte.
MBA Controller da FIPECAFI - A FIPECAFI mantém parceria de colaboração técnico-científica com a ANEFAC no oferecimento de seu MBA Controller. A parceria foi firmada com a intenção de formar novos profissionais de Controladoria, por meio do conhecimento e da experiência de renomados Professores da FEA/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo), além de promover a troca de experiência entre alunos, profissionais do mercado e Professores. "Após ter ingressado no MBA Controller da FIPECAFI consegui fazer dois movimentos positivos de carreira. Fui contratada como Controller em uma empresa multinacional e, após 2 anos, ser Diretora Financeira. Estou muito feliz com a escolha que fiz, pois ter um curso de MBA da FIPECAFI no currículo denota que sou uma profissional que zela pela qualidade do conhecimento que adquiri e o mercado responde positivamente a isso", celebra a ex-aluna do MBA Controller da FIPECAFI Eliza Fiqueiredo, que atualmente é Diretora Financeira da Zeebo Brasil.
Sobre a FIPECAFI:
A FIPECAFI (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) foi fundada em 1974 por professores do Departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo) e atua desde então como órgão de apoio institucional ao Departamento. Dentre seus principais objetivos estão: a missão de desenvolver e promover a divulgação de conhecimentos da área contábil, financeira e atuarial, organizar cursos, seminários, simpósios e conferências, prestar serviços de assessoria e consultoria e realizar pesquisas, atendendo entidades dos setores público e privado.
A FIPECAFI oferece 13 programas de pós-graduação. Entre os MBAs, na área de Controladoria, Finanças e Auditoria, estão: Controller em parceria com a ANEFAC (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Controles Internos - Compliance, Auditoria Interna para Instituições Financeiras, Gestão Financeira e Risco, Gestão Atuarial e Financeira e Advisor em Finanças Pessoais e o novo MBA em IFRS (Normas Internacionais de Contabilidade).
A Fundação oferece ainda os MBAs: Relações com Investidores em parceria com o IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores), Gestão Tributária, Supply Chain e Logística Integrada, Governança Corporativa em parceria com o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) e Mercado de Capitais em parceria com a APIMEC (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais).
Para profissionais em início de carreira ou que estejam buscando uma nova área de especialização a FIPECAFI oferece o CEFIN (Curso de Especialização em Contabilidade, Controladoria e Finanças). Com duração de um ano, o curso oferece formação teórica e prática em 360 horas-aula que incluem disciplinas presenciais e eLearning. A Fundação também oferece o curso de Especialização em Administração Pública, com enfoque teórico e prático da administração, contabilidade e da controladoria na gestão pública.
Além dos cursos de pós-graduação, a Fundação disponibiliza por meio do Programa de Educação Executiva cursos de curta duração com foco específico dentro das áreas de negócios, direcionados a executivos, empreendedores, consultores, pesquisadores e estudantes de Finanças, Contabilidade, Economia, Administração, Auditoria, Controladoria e Atuária. Os cursos têm conteúdo sofisticado e vistas à tomada de decisões. A partir de julho de 2010, a Fundação deu inicio ao programa Financial Games, que tem como objetivo proporcionar ao aluno a tomada de decisões bancárias por meio de simulações realistas.
A Fundação também realiza seminários, cursos de extensão, presenciais e blended in company. Disponibiliza cursos de curta duração eLearning com garantia e segurança da certificação digital.
Autor: Assessoria de Comunicação Fipecafi 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Carreiras: Fusões e Incorporações Potencializam Mercado para Controllers

SÃO PAULO - Bom mercado, salários que passam dos R$ 15 mil mensais e grandes possibilidades de crescimento. A carreira de controller – profissional de contabilidade especializado em controladoria para empresas privadas e públicas - está com demanda cada vez maior. A situação conta ainda com o agravante de poucos profissionais da área de contabilidade terem especialização nesse segmento, provocando um deficit de mão de obra ainda mais expressivo.

Um dos motivos para aumento da demanda por profissionais da área de controladoria é a concentração de empresas em procedimentos de fusões e aquisições, que levam as empresas, cada vez mais, a contratarem profissionais competentes e com visão legalista dos setores fiscal, trabalhista, contábil e tributário. Isso porque parte das funções de orientação e controle destas áreas deve ser executada pelos próprios controllers, mais capacitados para algumas atividades regulamentares.

Controladoria
A controladoria tem como funções principais exercer os controles contábeis, financeiros, orçamentários, operacionais e patrimoniais da instituição. Com sua visão ampla e generalista, o controller influencia e assessora todos os outros departamentos da empresa, onde as informações são geradas e colocadas à disposição dos executivos para a tomada de decisões.

O papel do controller tem se expandido e passado de um contador voltado para atribuições básicas para um profissional voltado para gerenciamento com habilidades interpessoais que o qualifica a interagir com outros departamentos, bem como gerenciar atividades de um crescente e bem preparado grupo de colaboradores. Dessa forma, o papel do moderno controller requer pelo menos muita experiência em administração e amplo conhecimento contábil.

O mercado de trabalho para esses profissionais compreende:

- empresas e órgas públicos (Receita Federal, Tribunais de Contas, Contadoria da União, divisões das receitas estaduais e municipais)

- empresas privadas (controladoria, auditoria interna, análise de investimentos e de balanços, diretoria financeira)

- empresas de contabilidade (contadoria, escrituração mercantil, auditoria independente, perícia contábil, consultoria)

- organizações não governamentais, organismos internacionais e organizações do terceiro setor (contadoria, auditoria interna, consultoria)

- escolas de nível médio, superior e cursos preparatórios para concursos.

Fonte: http://economia.uol.com.br/planodecarreira/ultimas-noticias/infomoney/2011/06/02/carreiras-fusoes-e-incorporacoes-potencializam-mercado-para-controllers.jhtm 25/01/2012

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Por que está mais difícil subir da base à chefia de uma empresa?


Turner começou como preparador de hambúrgueres e virou presidente do McDonald's (AP)Fred Turner, ex-executivo que morreu na última semana, foi um exemplo de grande ascensão profissional: passou de preparador de hambúrgueres do McDonald's a presidente da empresa, em 1974, ajudando-a a se tornar uma marca global.

Mas e hoje, ainda é realista pensar que é possível subir da base à chefia de uma empresa?

Notícias relacionadas

Quando o britânico Jarrod Best tinha 16 anos, seu pai lhe disse que ele não era "inteligente o bastante" para passar na universidade.

Ainda que depreciativo, o comentário serviu para que Jarrod se esforçasse para se provar para sua família. Ele começou a trabalhar como ajudante de uma empreiteira e, passados 20 anos, tornou-se diretor-gerente e sócio da empresa, comandando 80 funcionários e milhões de dólares em receita.

"Queria olhar meu pai de igual para igual, em vez de pedir dinheiro emprestado para ele", conta.

A história de Best, assim como a de Turner, é cada vez mais incomum. No mundo corporativo, a habilidade de convencer investidores e elaborar estratégias globais é mais valorizada do que virtudes tradicionais como trabalho duro e bom senso.

'Mitologia'

Para Matthew Gwyther, editor do periódico especializado Management Today, diz que trabalhar para chegar da base ao topo, a exemplo de Turner no McDonald's, atualmente é mais "mitologia" corporativa do que realidade.

"É algo meio folclórico e antiquado", diz.

Muitas empresas grandes esperam que seus executivos passem uma semana "nos andares de baixo" para aprender como o negócio funciona - e isso, argumenta Gwyther, é mais do que suficiente.


Stuart Rose foi vendedor de pijamas antes de comandar rede varejista britânica

"Não é preciso trabalhar anos como limpador de chaminé para saber a respeito de chaminés", defende.

Há muitos exemplos de executivos de origem humilde, principalmente em áreas como varejo e serviços. Mas são raros os que foram de um cargo muito baixo a um muito alto.

São poucos os que são carismáticos, empenhados e ainda se mantêm na mesma empresa ao longo de anos. Estes costumam falar de suas empresas como uma "família" e creem que qualquer um pode chegar à diretoria se for suficientemente esperto e esforçado.

Michel Taride, presidente do braço internacional da empresa de aluguel de carros Hertz, diz que "os olhos das pessoas saltam" quando ele conta que está na mesma companhia há quase 40 anos.

Taride passou sua adolescência sonhando ser músico e só concorreu ao emprego de diretor de uma agência da Hertz para satisfazer sua mãe. Para sua própria surpresa, pegou gosto pelo trabalho e começou sua subida na escada corporativa.

Individualismo e mobilidade social

Mas ele admite que o mundo mudou desde então. "As pessoas são menos leais, mais individualistas. Há menos sentimento de compromisso com uma empresa."

Stuart Rose, ex-presidente da gigante varejista britânica Marks & Spencer, diz que começou vendendo pijamas na empresa.

"As pessoas tentam, erroneamente, planejar suas carreiras até o nono grau", afirma Rose. "Vivemos numa sociedade do imediatismo. Todos querem chegar ao topo. Só um consegue ser executivo-chefe. Trabalhei numa empresa que empregava 100 mil pessoas, o que significa que 99.999 delas não terão esse cargo."

Ao mesmo tempo, ele se preocupa com o aparente colapso da mobilidade social em seu país - reclamação constantemente ouvida também nos EUA e em outras partes da Europa.

Para Rose, os jovens atuais têm "menos disposição a fazer sacrifícios". "Muitos estão fechando seus próprios horizontes."

Já Ian Payne, presidente da rede de pubs britânicos Stonegate, se queixa do que considera "falta de ambição" entre alguns jovens. E admite que tende a preferir empregados que começaram lá embaixo e cresceram, como ele.

Payne fala com orgulho de um jovem empregado de 27 anos que começou como funcionário de meio período de um dos pubs e hoje é um dos gerentes da empresa.

Em contrapartida, "temos um cara que trabalha para nós há seis anos, na mesma função. Disse a ele que ele precisa de um belo chute no traseiro".,
Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/01/130112_funcionario_presidente_pai.shtml 21/01/2013