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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Conheça dez profissões em alta no mercado de trabalho


Confiantes no vigor da economia brasileira, empresas locais e multinacionais com filiais no Brasil preveem contratar mais profissionais nos próximos anos, aumentando, para isso, as exigências de qualificação da mão de obra.
 

O otimismo dos empregadores resultou também em uma crescente formalização na relação com os trabalhadores. Dados do último Censo, divulgados na semana passada pelo IBGE, revelam que 63,9% da população ocupada tinha carteira assinada em 2010, contra 54,8%, em 2000.

Segundo um relatório divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) em fevereiro desse ano, a expectativa de contratação para os próximos anos permanecerá aquecida.

Intitulada Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira - 2020, a pesquisa ouviu de 402 empresas brasileiras - que, juntas, empregam 2,2 milhões de pessoas - quais setores demandarão mais profissionais nos próximos anos.

De acordo com o estudo, quem deve liderar as contratações no país é a área da engenharia, além do segmento comercial - este último um dos principais empregadores de uma economia que caminha cada vez mais em direção ao setor de serviços, dizem especialistas.

"Depois de 'arrumar a casa' em 2011, ou seja, organizar suas finanças, as empresas estão buscando entregar resultados neste ano. Isso significa maximizar os lucros, algo que se reflete no perfil das contratações", diz Paulo Pontes, presidente da filial brasileira da Michael Page, uma das principais agências de recrutamento de executivos de média e alta gerência do país.

Para isso, as companhias brasileiras estão elevando suas exigências. Segundo o relatório da Firjan, 69,1% das empresas ouvidas requerem, no mínimo, algum tipo de pós-graduação para profissionais de nível superior. Já para mais da metade delas, o diploma universitário é indispensável, inclusive, para profissionais de nível médio/técnico.

Marcando as celebrações do Dia do Trabalho neste 1º de Maio, a BBC Brasil entrevistou especialistas para descobrir dez profissões que devem permanecer "aquecidas" nos próximos anos. Confira a lista:

1) Engenheiro de Petróleo

Quanto ganha (em média): R$ 14.000

O que faz: É responsável pelo desenvolvimento de projetos de exploração do petróleo e seus derivados em poços e jazidas, buscando uma maior eficiência de produção sem dano ao meio-ambiente. Com a descoberta do pré-sal, a profissão ganhou 'alma' própria - e é oferecida, hoje, como curso de graduação nas principais universidades do país.

2) Engenheiro de mobilidade

Quanto ganha (em média): R$ 12.000

O que faz: Supervisiona grandes obras de infra-estrutura, verificando se estão adequadas às normas legais. Nos grandes centros urbanos, esse profissional é encarregado de gerenciar o planejamento do transporte urbano. A carreira entrou no radar dos recrutadores depois que o Brasil foi confirmado como sede de grandes eventos, como a Copa do Mundo e a Olimpíada.

3) Engenheiro ambiental e sanitário

Quanto ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 12.000

O que faz: Concebe e executa projetos que diminuam o dano causado pela ação humana no meio-ambiente. A profissão é cada vez mais requisitada por grandes empresas e governos ciosos de seu compromisso com o desenvolvimento sustentável.

4) Médico do Trabalho

Quanto ganha (em média): R$ 10.000 a R$ 16.000

O que faz: Trata-se de um ramo da medicina especializado na promoção do bem-estar e da saúde do trabalhador. Profissionais dessa área avaliam a capacidade de um candidato de executar determinada tarefa, além de realizar exames de rotina nos funcionários para verificar o cumprimento das obrigações trabalhistas.

5) Gerente de Recursos Humanos

Quanto ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 14.000

O que faz: É responsável por recrutar novos profissionais e assegurar a permanência dos antigos. Antes subestimada, a profissão saiu do limbo e conquistou importância à medida que as empresas perceberam a necessidade de reter bons profissionais face à concorrência.

6) Controller

Quanto ganha (em média): R$ 10.000 a R$ 20.000

O que faz: Analisa e interpreta as informações contábeis das empresas de forma a reduzir perdas e maximizar o lucro, utilizando, para isso, conhecimentos avançados de administração. Atua no "centro nervoso" da companhia, relacionando os campos da contabilidade e da administração.

7) Advogado de contratos

Quanto ganha (em média): R$ 10.000 a R$ 14.000

O que faz: Analisa e redige contratos. É uma das áreas do Direito que mais tem crescido, acompanhando a escalada das fusões e aquisições de empresas no Brasil.

8) Gerente comercial/vendas

Quanto ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 18.000

O que faz: É responsável pelo planejamento e controle das vendas, desde a saída dos produtos da fábrica até a chegada à casa dos consumidores. Cada vez mais disputado pelas empresas, precisa ser bem relacionado e carismático, com conhecimentos avançados de administração e marketing.

9) Biotecnologistas

Quanto ganha (em média): R$ 4.000 a R$ 5.000

O que faz: Pesquisa a criação, melhoria e gerenciamento de novos produtos nas áreas de saúde, química, ambiental e alimentícia. Na área da microbiologia, pode atuar na produção de vacinas. É cada vez mais requisitado por indústrias, cientes da necessidade da otimização da cadeia produtiva.

10) Técnico em Sistemas de Informação

Quanto ganha (em média): R$ 2.000 a R$ 3.000

O que faz: Profissional de nível médio, é responsável por criar e analisar os sistemas de armazenamento e coleta de dados de uma companhia.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120430_profissoesemalta_brasil_lgb.shtml 18/02/2013

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

País vive pleno emprego, diz FGV

Para comprovar a tese, economista argumenta que os salários estão crescendo acima da produtividade.

A economia brasileira vive uma situação de pleno emprego, segundo o economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) Fernando Barbosa Filho. A informação contraria a interpretação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que não reconhece o pleno emprego, apesar das baixas taxas registradas na Pesquisa Mensal de Emprego (PME).
Para comprovar a sua tese, o economista da FGV argumenta que os salários estão crescendo acima da produtividade. "Isso vai gerar problema para as empresas. O mercado só pode responder jogando gasolina na inflação. A tendência é que a pressão nos preços de serviços devido ao mercado de trabalho apertado continue. A indústria não deve ter refresco do mercado de trabalho neste ano", avaliou.

Em janeiro, o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), tradicionalmente, é mais alto do que no mês anterior, observou Barbosa. No mês passado, o índice, que corresponde à variação das taxas de desemprego entre dois meses, avançou 2,7%. Em dezembro, a taxa foi de -2,4%. A elevação do porcentual indica mais desemprego.

Apesar deste dado relativo ao mês anterior, o economista ressalta que não foi observada nenhuma tendência de mudança no mercado de trabalho, que deve permanecer em expansão. A expectativa é que a taxa de desocupação da PME deverá se aproximar de 5% em janeiro, segundo previsão do Ibre/FGV. A avaliação é que o mercado de trabalho está, atualmente, no patamar de outubro de 2012.

Apesar da previsão de aumento do desemprego no início do ano, o esperado é uma retomada da contratação no fim do primeiro trimestre, disse Barbosa Filho. A projeção é de uma taxa de desocupação inferior aos 5,5% registrados em 2012.

"Houve uma mudança no perfil do mercado, que passou a ser puxado pelo setor de serviços. A tese de crescimento da ocupação por causa da retenção da mão de obra pela indústria não me convence. Isso pesaria no bolso do empresário. Não podemos acreditar em um otimismo infinito da indústria", argumentou.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,pais-vive-pleno-emprego-diz-fgv,143473,0.htm 12/02/2013

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Veja os cargos de gerência que vão estar em alta em 2013

A profissão de "controller" (controlador), que é responsável por planejar e desenvolver planos econômico-financeiros nas empresas, será uma das mais demandadas nas organizações em 2013. A conclusão é de um estudo da consultoria Michael Page, especialista no recrutamento de pessoas para cargos de média e alta gerência.

De acordo com a empresa, profissionais da área recebem entre R$ 8.000 e 25 mil por mês.

Veja abaixo as profissões que, de acordo com a Michael Page, estarão em alta em São Paulo e no Rio de Janeiro no ano que vem.

Região Cargo Motivo do aumento da demanda Média salarial
Interior de SP RH --business partner A estrutura burocrática da área de recursos humanos está dando lugar a funções voltadas a demandas dos clientes internos. O antigo modelo funcional perde espaço para a coordenação de sistemas e consultoria interna, e grande parte das atribuições operacionais são transferidas para terceiros. É neste cenário que a demanda pelo cargo de business partner esta em ascensão. De R$ 6.500 a R$ 12.000
Interior de SP Vendas --gerente de novos negócios Identificamos o aumento na demanda desse profissional por ter um perfil voltado para prospecção comercial mais agressiva, aliada à inteligência de mercado. De R$ 10 mil a R$ 21 mil (gerente nacional de vendas)
Interior de SP Engenharia --gerente de processos de manufatura As empresas têm buscado cada vez mais implantar e multiplicar ferramentas que proporcionem melhorias de processos e reduções de custos e, em paralelo, melhorem a qualidade. De R$ 10 mil a R$ 16 mil
São Paulo "Controller" 2013 promete ser um ano de crescimento econômico um pouco mais elevado e ainda com grande volume de entrada de companhias estrangeiras no país. Esse tipo de característica de mercado demanda profissionais com boas experiências técnicas na área de controladoria (especialmente contábil/fiscal), custos e planejamento. A maior necessidade virá de empresas que precisam de um número um de finanças (visão generalista), combinado com o conhecimento do complexo mercado brasileiro e que consiga implementar melhores práticas e processos na estrutura local. Isso tudo sem abrir mão de ser um excelente comunicador com forte visão de negócios. De R$12 mil a R$ 25 mil
São Paulo "Tax Manager" (gerente tributário) Devido às ainda constantes alterações de nossa legislação tributária, ao aumento de competitividade no mercado interno e ainda à escassez de perfis específicos para a posição. De R$10 mil a R$20 mil
São Paulo Gerente de planejamento financeiro Em um cenário de expansão da atividade econômica, crescimento de PIB e aumento de investimentos no país, o gerente de planejamento financeiro é uma das posições mais importantes dentro de uma empresa. É o responsável por elaborar, em conjunto com a área comercial, as metas e objetivos da empresa, no curto, médio e em alguns casos, no longo prazo também. É uma posição que tem uma visão estratégica da empresa, pois dele partem os planos de ação para atingir as metas estabelecidas. De R$ 12 mil a R$ 24 mil
São Paulo Private banking --wealth management (gestor de recursos)Cada vez mais se faz necessária a profissionalização da gestão do recursos de terceiros. "Private Bankers" são demandados tanto pelos grandes bancos quanto pelas gestoras independentes, que buscam não somente profissionais com relacionamento prévio, mas também com qualificação técnica. De R$ 150 mil a R$ 600 mil (total package)
São Paulo "Private Equity" (compra de participação em empresas) Os fundos de "Private Equity" são especializados em aplicar recursos em empresas, participar na gestão das mesmas para uma maior valorização e depois vender novamente as companhias de seu portfólio. Profissionais para gestão desses investimentos, que irão ter um profundo conhecimento de vários mercados e perfil mais analítico e numérico serão extremamente demandados em 2013. Acima de R$ 600 mil+ comissão (pacote total)
São Paulo Gerente de assuntos regulatórios para o setor de farmácia e produtos médicos Devido ao grande número de empresas que entram no mercado nacional e latino-americano, o gerente de assuntos regulatórios é peça estratégica para garantir a liberação de atuação da empresa e comercialização dos produtos, processo que pode levar até dois anos. De R$ 10 mil a R$ 18 mil
São Paulo Gerente de vendas ou de produtos para o segmento da saúde (Brasil e América Latina) O segmento passa por um momento de forte transformação. Em continuidade ao encontrado em 2012, a busca por profissionais capazes de traçar estratégias eficazes de marketing e vendas tende a se acentuar. De R$ 15 mil a R$ 24 mil
São Paulo Engenheiro --gerente de orçamentos e infraestrutura Em 2013 acreditamos no crescimento do setor de infraestrutura no país, principalmente devido a contextos mais visíveis e óbvios como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Também nota-se um aumento de incentivos públicos e privados no setor, que apresenta grande carência. Nesse momento, relacionados a orçamentos devem ter alta procura nas fases de licitações, concorrências, até efetivamente projetos e obras. Profissionais com essa experiência são muito raros. De R$ 10 mil a R$ 16 mil (gerente de projetos)
São Paulo Engenheiro --gerente de obras para galpões logísticos e industriais O mercado de imóveis focado em galpões logísticos segue forte para o próximo ano, buscando suprir uma demanda muito grande no país. O processo de incorporação dessas obras foi bem intenso nos últimos anos e hoje, como consequência, existem muitas em fase de construção. Ampliações industriais e novas fábricas também impulsionam esse tipo de posição.De R$ 9.000 a R$ 21 mil (gerente de logística)
Rio de Janeiro gerente de treinamento e desenvolvimento 2013 será um ano de consolidação e de otimização das estruturas. As empresas buscam mais produtividade. De R$ 8 mil a R$ 18 mil
Rio de Janeiro gerente de infraestrutura de TI Com a tendência do "cloud computing" (computação em nuvem), com a tendência crescente de as empresas transferirem seus dados para a internet, há demanda por esse tipo de profissional. De 12 mil a R$ 25 mil
Rio de Janeiro Diretor e gerente de obras Muitos lançamentos dos últimos dois anos das construtoras estão entrando em fase de construção. De 13 mil a R$ 25 mil (gerente) De 25 mil a R$ 40 mil
Rio de Janeiro gerente de operações O Rio voltou a ser um importante no setor de logística, com instalações de operações na regiãoDe R$ 8 mil a R$ 18 mil
Rio de Janeiro gerente de fábrica O Rio passou a atrair investimentos em novas fábricas alguns anos atrás. Ao longo dos próximos dois anos, elas entram em operação De R$ 10 mil a R$ 20 mil (gerente industrial)

Fonte: http://tools.folha.com.br/print?url=http%3A%2F%2Fclassificados.folha.uol.com.br%2Fempregos%2F1204957-veja-os-cargos-de-gerencia-que-vao-estar-em-alta-em-2013.shtml&site=classificados%2Fempregos 29/01/2013