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quinta-feira, 21 de março de 2013

Caixa Seguros assume 70% da Previsul

SÃO PAULO - O Grupo Caixa Seguros assinou contrato para a aquisição de 70% da participação acionária da Previsul, seguradora gaúcha especializada em seguros de vida. Segundo comunicado do banco, o investimento, de R$ 70 milhões, se enquadra na estratégia de expansão do grupo, que atua nas áreas de seguros, previdência, consórcios, capitalização e saúde.

"A compra da participação na Previsul faz parte de um objetivo específico de crescimento na região Sul, com um mercado de 24 milhões de pessoas e uma grande tendência a consumir marcas de identidade regional", afirmou, em nota, o presidente do Grupo Caixa Seguros, Thierry Claudon.
De acordo com o comunicado, a Previsul é uma instituição fundada em 1906, especializada em seguros de pessoas, com uma carteira de cerca de 600 mil segurados, um corpo de colaboradores de 143 funcionários e aproximadamente 3 mil corretores cadastrados. A empresa fechou o ano de 2012 com faturamento de R$ 146,5 milhões e um lucro líquido de R$ 5,9 milhões.
A aquisição estará sujeita a aprovação da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Lucro
O Grupo Caixa Seguros, uma parceria da francesa CNP Assurances e da Caixa Econômica Federal, é o quinto maior do País em seu segmento. Segundo o comunicado, em 2012, apresentou lucro líquido de R$ 1,22 bilhão - o maior de sua história, com um crescimento de 21% em relação a 2011. Em faturamento, o grupo fechou o exercício passado em R$ 7,975 bilhões. A companhia tem 8 milhões de clientes.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios-geral,caixa-seguros-assume-70-da-previsul,147858,0.htm 21/03/2013

quarta-feira, 6 de março de 2013

CVM multa ex-gestores da Brasil Telecom em R$ 1,75 mi em caso Opportunity

Após quase oito anos, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) condenou ex-executivos e membros do Conselho de Administração da Brasil Telecom (BrT) por terem atuado em favor do grupo Opportunity, um dos controladores e responsável por sua gestão até 2005.

Entre os condenados estão a ex-presidente da tele Carla Cico, o ex-diretor-financeiro Paulo Pedrão Rio Branco e o ex-presidente do conselho de administração Luís Octávio da Motta Veiga.

Ao todo, a autarquia aplicou multas no valor de R$ 1,75 milhão, com a condenação de oito ex-gestores da empresa. Cabe recurso ao conselho de recursos do SFN (Sistema Financeiro Nacional).

Ex-conselheiro e ex-presidente da companhia, Humberto José Rocha Braz recebeu a maior autuação: R$ 500 mil. Os demais foram multados em R$ 250 mil cada um.

Rio Branco também foi condenado em outro processo, acusado de permitir empréstimos da BrT para outra empresa do Opportunity. O dinheiro foi usado na compra das teles regionais Telemig e Teleamazônia Celular, integradas mais tarde à BrT.

Os advogados dos condenados, presentes ao julgamento, não quiseram falar sobre a decisão. Apenas Francisco Mussnich, advogado de Humberto Rocha Braz e de Eduardo Cintra Santos, disse que irá recorrer da sentença.

HISTÓRICO
Adquirida pela Oi em 2008, a Brasil Telecom foi formada a partir de uma fatia da antiga Telebras, na privatização do setor, em 1998.

Pouco após o leilão, tiveram início as brigas entre os sócios. De um lado estava o Opportunity, que comandava a companhia. De outro, a Telecom Italia e os fundos de pensão Previ e Petros.

Em 2005, a disputa teve fim, quando o Opportunity perdeu o apoio do Citibank, que detinha um fundo estrangeiro administrado pelo banco brasileiro. Esse fundo dava ao banco o controle sobre a empresa.

No entendimento da CVM, os gestores da BrT agiram para manter o controle da companhia em favor do Opportunity, dando início a uma "guerra" judicial --patrocinada pela companhia, que contratou advogados.

Outra irregularidade constatada foi a anulação de uma convocação para assembleia geral, cujo tema central seria a troca dos conselheiros da companhia após a retirada de apoio do Citi ao Opportunity, em setembro de 2005.

CONDENADOS
Dentre os condenados está Robson Barreto, ex-conselheiro indicado pela Telecom Italia. Ele foi o único que não teve a condenação aprovada por unanimidade. A diretora da CVM Luciana Dias votou por sua absolvição.

Os demais condenados eram ligados ao Opportunity.

Autor: Pedro Soares

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1241385-cvm-multa-em-r175-mi-ex-gestores-da-brasil-telecom.shtml 06/03/2013

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Abilio Diniz troca seus conselheiros no Pão de Açúcar

Empresário indicou LuGaleazzi, sócio do BTG, para lugar de familiares iz Fernando Figueiredo, ex-diretor do BC, e Cláudio 

O empresário Abilio Diniz enviou na noite de ontem uma carta ao seu sócio, o varejista francês Casino, informando que vai trocar dois nomes no conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar (GPA). Os antigos ocupantes dos assentos, Pedro Paulo Diniz e Geyze Marchesi Diniz, filho e mulher do empresário brasileiro, serão substituídos por dois conselheiros profissionais, Luiz Fernando Figueiredo e Cláudio Galeazzi, conforme apurou o Estado. Abilio Diniz mantém-se na posição de presidente do conselho.

Por trás da mudança está o esforço de Abilio para dar um caráter mais profissional às discussões no conselho de administração, hoje marcadas pela disputa entre o empresário e seu sócio francês. A relação entre os dois tornou-se hostil em meados de 2011, quando Abilio apresentou uma proposta de fusão com o Carrefour no Brasil - o que não agradou ao Casino.

Luiz Fernando Figueiredo foi diretor de política monetária do Banco Central, fundou o Gávea Investimentos e é atualmente sócio da Mauá Sekular Investimentos. Já Galeazzi é um consultor conhecido por suas reestruturações de empresas baseadas em cortes de custos. Ele já trabalhou em companhias como Artex, Vila Romana, Cecrisa, Lojas Americanas e no próprio Grupo Pão de Açúcar, onde chegou a ocupar o cargo de presidente. Hoje ele é sócio e conselheiro do banco BTG Pactual.

Seguindo o protocolo previsto em acordo de acionistas, a carta de Abilio ao Casino pede a realização de uma reunião entre os sócios para tratar dos novos nomes (o Casino, porém, não tem o direito de vetá-los). Hoje deve ser enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) uma convocação para a realização de Assembleia de Acionistas. Só depois dessa assembleia os novos conselheiros vão assumir.

Ao mesmo tempo em que estabelece novas bases em seu relacionamento com o Casino, Abilio se prepara para assumir uma posição na fabricante de alimentos BRF. Na semana passada, Nildemar Secches, presidente do conselho da companhia, comunicou que não quer ser reconduzido ao posto para um próximo mandato. Em Assembleia de Acionistas a ser realizada em abril, um novo presidente do conselho será eleito. Segundo pessoas próximas das articulações em curso entre os acionistas da empresa, o favorito para a posição é Abilio Diniz, que vem comprando ações da BRF desde o fim do ano passado. A participação do empresário já teria atingido R$1,2 bilhão.

Conflito. Se as negociações na BRF se concretizarem, Abilio deverá enfrentar uma nova batalha com o sócio Casino. Conforme o Estado apurou, a rede francesa já se prepara para inviabilizar a presença do empresário na presidência do conselho das duas empresas ao mesmo tempo.

O Casino estuda pedir a interferência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) com base em dois argumentos. O primeiro é o de conflito de interesses, já que o Grupo Pão de Açúcar é o maior varejista do País e a BRF, um de seus maiores fornecedores.

O segundo é a tese de concentração econômica, já que Abilio teria participação relevante e poder político em duas empresas que estão em setores complementares. Mesmo que detenha menos de 5% do capital da BRF, Abilio deve concentrar mais de R$ 1 bilhão em ações da companhia.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,abilio-diniz-troca-seus--conselheiros-no-pao-de-acucar--,992677,0.htm 04/02/2013