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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Log, da MRV, terá capitalização de R$278 mi

SÃO PAULO, 20 Mai (Reuters) - A MRV Engenharia informou no domingo que acertou acordo com fundo de private equity gerido pelo Bradesco para investimento de 278 milhões de reais na empresa de gestão de espaços comerciais LOG Commercial Properties.

Do total de recursos, atuais investidores da LOG investirão 150 milhões de reais enquanto o fundo FIP MPLUS, gerido pelo Bradesco BBI, aportará 128 milhões, ficando com 9,9 por cento de participação na LOG.

"Esta operação permitirá à LOG a continuidade do seu agressivo plano de investimento em propriedades comerciais que incluem galpões industriais, shopping centers, centros de conveniência (strip malls), lajes corporativas e loteamentos industriais", afirmou a MRV em comunicado.

Com o acordo, MRV, Starwood Capital Global Group e executivos e colaboradores reduzirão suas participações na LOG, para 37,87, 30,03 e 22,2 por cento, respectivamente.

Antes do acordo, a MRV tinha 42 por cento do negócio, com Starwood detendo 33,3 por cento e executivos e funcionários possuindo fatia de 24,7 por cento.

No comunicado, a MRV afirmou que a LOG prevê investimento de 429 milhões de reais este ano e de 455 milhões em 2014.


(Por Alberto Alerigi Jr.)

Fonte: http://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2013/05/20/mrv-faz-acordo-com-fundo-do-bradesco-para-investimento-na-log.htm 20/05/2013

quinta-feira, 14 de março de 2013

JBS sai de prejuízo para lucro de R$ 718,9 milhões em 2012

SÃO PAULO - Em 2012, a JBS teve um lucro líquido de R$ 718,9 milhões, revertendo um prejuízo de R$ 75,7 milhões do ano anterior. O lucro líquido ajustado no ano ficou em R$ 1,259 bilhão.

O Ebitda alcançou R$ 4,410 bilhões no período, um incremento de 40% sobre 2011. A margem Ebitda em 2012 melhorou, alcançando 5,8%. No ano anterior, havia sido de 5,1%.

No ano que passou, a JBS teve uma receita líquida de R$ 75,696 bilhões, um incremento de 22,5% na comparação com 2011. Segundo a empresa, a expansão se deu, principalmente, em decorrência do aumento do volume vendido de carne bovina e do início da operação de aves no Brasil. A alta dos preços de carne bovina e de aves nos Estados Unidos também contribuiu par ao resultado.

A JBS encerrou 2012 com uma relação dívida líquida/Ebitda de 3,4x, abaixo dos 3,7x do fim do terceiro trimestre de 2012. Segundo a empresa, a redução da alavancagem é resultado da geração de caixa livre de R$ 305,4 milhões no trimestre e do aumento do Ebitda nos últimos doze meses.

No quarto trimestre, a maior produtora de carnes do mundo teve lucro líquido de R$ 66,4 milhões, alta de 160% ante igual período do ano anterior.

Contudo, o resultado, que ficou abaixo da expectativa de analistas, recuou 82% na comparação com o terceiro trimestre.

O resultado "foi influenciado pela expansão do volume de carne comercializado a partir do Brasil e também pelo início das operações de aves no país", disse a JBS em nota.

Além disso, informou a empresa, o ajuste nos preços da carne bovina e de aves nos Estados Unidos e a entrada no mercado canadense também foram fatores que contribuíram para o desempenho da JBS.

O lucro líquido ajustado foi de R$ 310,4 milhões. Esse item desconsidera a parcela do imposto de renda diferido passivo que se refere ao ágio gerado na controladora --uma provisão que somente deverá ser paga se a companhia alienar investimento relacionado.

O Ebitda, que mede o desempenho operacional da companhia, totalizou R$ 1,17 bilhão, alta de 24,5% ante o mesmo período de 2011.

Os analistas apontavam em média R$ 282 milhões de lucro líquido e 1,15 bilhão de Ebitda.
Conforme o previsto pela empresa, a receita da companhia no ano atingiu R$ 75,7 bilhões, com um crescimento de 22,5% ante o ano anterior.

"Os resultados financeiros de 2012 foram positivos, mas é importante destacar o desempenho operacional de nossos negócios e também o processo de consolidação realizado pela companhia após anos de crescimento expressivo", disse em comunicado.

A companhia realizou forte processo de expansão, elevando sua capacidade de abate, mas vem anunciando que agora espera consolidar investimentos recentes.

Fonte: http://oglobo.globo.com/economia/jbs-sai-de-prejuizo-para-lucro-de-7189-milhoes-em-2012-7833966 14/03/2013

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Abilio Diniz troca seus conselheiros no Pão de Açúcar

Empresário indicou LuGaleazzi, sócio do BTG, para lugar de familiares iz Fernando Figueiredo, ex-diretor do BC, e Cláudio 

O empresário Abilio Diniz enviou na noite de ontem uma carta ao seu sócio, o varejista francês Casino, informando que vai trocar dois nomes no conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar (GPA). Os antigos ocupantes dos assentos, Pedro Paulo Diniz e Geyze Marchesi Diniz, filho e mulher do empresário brasileiro, serão substituídos por dois conselheiros profissionais, Luiz Fernando Figueiredo e Cláudio Galeazzi, conforme apurou o Estado. Abilio Diniz mantém-se na posição de presidente do conselho.

Por trás da mudança está o esforço de Abilio para dar um caráter mais profissional às discussões no conselho de administração, hoje marcadas pela disputa entre o empresário e seu sócio francês. A relação entre os dois tornou-se hostil em meados de 2011, quando Abilio apresentou uma proposta de fusão com o Carrefour no Brasil - o que não agradou ao Casino.

Luiz Fernando Figueiredo foi diretor de política monetária do Banco Central, fundou o Gávea Investimentos e é atualmente sócio da Mauá Sekular Investimentos. Já Galeazzi é um consultor conhecido por suas reestruturações de empresas baseadas em cortes de custos. Ele já trabalhou em companhias como Artex, Vila Romana, Cecrisa, Lojas Americanas e no próprio Grupo Pão de Açúcar, onde chegou a ocupar o cargo de presidente. Hoje ele é sócio e conselheiro do banco BTG Pactual.

Seguindo o protocolo previsto em acordo de acionistas, a carta de Abilio ao Casino pede a realização de uma reunião entre os sócios para tratar dos novos nomes (o Casino, porém, não tem o direito de vetá-los). Hoje deve ser enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) uma convocação para a realização de Assembleia de Acionistas. Só depois dessa assembleia os novos conselheiros vão assumir.

Ao mesmo tempo em que estabelece novas bases em seu relacionamento com o Casino, Abilio se prepara para assumir uma posição na fabricante de alimentos BRF. Na semana passada, Nildemar Secches, presidente do conselho da companhia, comunicou que não quer ser reconduzido ao posto para um próximo mandato. Em Assembleia de Acionistas a ser realizada em abril, um novo presidente do conselho será eleito. Segundo pessoas próximas das articulações em curso entre os acionistas da empresa, o favorito para a posição é Abilio Diniz, que vem comprando ações da BRF desde o fim do ano passado. A participação do empresário já teria atingido R$1,2 bilhão.

Conflito. Se as negociações na BRF se concretizarem, Abilio deverá enfrentar uma nova batalha com o sócio Casino. Conforme o Estado apurou, a rede francesa já se prepara para inviabilizar a presença do empresário na presidência do conselho das duas empresas ao mesmo tempo.

O Casino estuda pedir a interferência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) com base em dois argumentos. O primeiro é o de conflito de interesses, já que o Grupo Pão de Açúcar é o maior varejista do País e a BRF, um de seus maiores fornecedores.

O segundo é a tese de concentração econômica, já que Abilio teria participação relevante e poder político em duas empresas que estão em setores complementares. Mesmo que detenha menos de 5% do capital da BRF, Abilio deve concentrar mais de R$ 1 bilhão em ações da companhia.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,abilio-diniz-troca-seus--conselheiros-no-pao-de-acucar--,992677,0.htm 04/02/2013