quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

American Airlines e US Airways criam a maior aérea do mundo

Nova companhia resultado de uma fusão entre as empresas terá valor de mercado de cerca de US$ 11 bilhões.


NOVA YORK - Os conselhos de administração da AMR Corp e da US Airways aprovaram no final da quarta-feira, 13, uma fusão que criará a maior companhia aérea do mundo, com um valor de mercado de cerca de US$ 11 bilhões, afirmaram fontes próximas ao assunto.

A operação toda em ações, que deve ser anunciada nesta quinta-feira, 14, vai finalizar a consolidação das companhias aéreas norte-americanas que ajudou a indústria e ter bases financeiras mais sólidas.

A fusão das empresas vai criar a maior companhia aérea do mundo em volume de passageiros e ajudar a American e a US Air a competirem melhor com a United Continental e com a Delta Air Lines.

O valor de mercado de US$ 11 bilhões da companhia combinada se compara aos cerca de US$ 12,4 bilhões da Delta e aos US$ 8,7 bilhões da United.

Nova empresa
Os credores da AMR, controladora da American Airlines, vão deter 72% da companhia aérea combinada, que vai atuar sob a marca da American e será baseada no Texas, disseram as fontes. Os acionistas da US Airways ficarão com o restante.

O executivo-chefe da US Airways, Doug Parker, terá esse cargo na nova empresa e Tom Horton, que tem o mesmo cargo na AMR, será presidente do conselho não executivo até o próximo ano.

A nova entidade vai manter a marca American e continuará com sede em Fort Worth, Texas, mas o plano representa uma vitória para Parker, um dos maiores defensores da necessidade de consolidação no setor aéreo.

O plano está sujeito à aprovação do juiz que supervisiona a concordata da AMR desde novembro de 2011 e exige aprovação de órgãos reguladores e outras agências.

As duas companhias farão uma teleconferência sobre o acordo às 13h (de Brasília).

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios%20servicos,american-airlines-e-us-airways-criam-a-maior-aerea-do-mundo,143826,0.htm 14/02/2013

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Balanced Scorecard (Por Volnei F. de Castilhos)

Devido às novas tendências de gestão, surgiu a necessidade de criar um instrumento de avaliação e gerenciamento destas informações de performance. Após estudos profundos e testes realizados em diversas empresas que hoje em conseqüência são sucesso em seus setores, KAPLAN e NORTON entre outros especialistas em negócios, com o apoio da HARVARD Business School, criaram o Balanced Scorecard (BSC).

Para Kaplan e Norton (1997) o ideal seria que o atual modelo de contabilidade financeira fosse ampliado, que incorporasse a avaliação dos ativos intangíveis e intelectuais de uma organização, como produtos e serviços de qualidade, colaboradores motivados e habilitados, processos internos eficientes e clientes fiéis e satisfeitos. O complemento das medições financeiras com avaliações sobre o cliente identifica processos internos que devem ser aprimorados e analisa as possibilidades de aprendizado e o crescimento, assim como investimentos em recursos humanos, sistemas de capacitação que poderão mudar substancialmente todas as atividades.

Segundo Kaplan e Norton (1997) o BSC complementa as medidas financeiras ocorridas no passado com medidas que ocorrerão futuramente. As medidas e objetivos derivam da estratégia da organização e focalizam o desempenho organizacional dentro de quatro perspectivas: financeira, do cliente, dos processos internos e de aprendizagem e crescimento.

De acordo com Herrero (2005) as perspectivas podem ser descritas da seguinte forma:
  • Financeira: demonstra se a execução da estratégia está contribuindo para a melhoria do patrimônio líquido da empresa, principalmente do lucro líquido, o retorno sobre o investimento, à geração de caixa e a criação de valor econômico;
  • Cliente: avalia se as metas articuladas com relação à satisfação do cliente, conquista de novos clientes, retenção de clientes e conquista de novos mercados estão trazendo resultados para a empresa, através de algumas medidas como, tempo de entrega, qualidade, custo e desempenho do produto;
  • Processos Internos: identifica se os principais processos definidos pela empresa estão gerando valor e se os objetivos da empresa estão sendo atingidos, e;
  • Aprendizagem e Crescimento: verifica se a aprendizagem, obtenção de novos conhecimentos, tecnologias, e a competência do indivíduo, estão viabilizando as três perspectivas anteriores.
“Para construir um sistema de mensuração que descreva a estratégia, precisamos de um modelo geral de estratégia” (KAPLAN e NORTON, 2004, p. 06). O BSC oferece esse modelo para descrição de estratégias que agregam valor, focando assim às quatros perspectivas dessa ferramenta.

Segundo Kaplan e Norton (2004) o desempenho financeiro é o critério definitivo para o sucesso da organização, por isso a estratégia deverá descrever como a organização pretende promover esse crescimento, o qual trará valor sustentável aos acionistas. Os clientes é o principal componente da melhora do desempenho financeiro, por esse motivo a perspectiva de clientes deverá definir uma proposta de valor para o segmento de clientes-alvo, a qual se torna o elemento central da estratégia.

Os processos internos agregam valor para os clientes, por isso o desempenho dos processos internos é um indicador de tendência de melhorias, as quais causam impacto nos clientes e nos resultados financeiros. E finalmente os ativos intangíveis criam valor sustentável para a organização, as melhorias nos resultados de aprendizagem e crescimento servem de indicadores para os processos internos, clientes e financeiro.

Os objetivos das quatro perspectivas interligam-se uns com os outros numa cadeia de relações de causa e efeito. O desenvolvimento e o alinhamento dos ativos intangíveis induzem a melhorias no desempenho do processo, que, por sua vez, impulsionam o sucesso para os clientes e acionistas (KAPLAN e NORTON, 2004, p.7).

De acordo com Kaplan e Norton (2006) essas perspectivas estão interligadas por uma cadeia de relações causa e efeito. No momento em que é concedido um programa de treinamento para aprimorar as habilidades dos empregados (perspectiva de aprendizado e crescimento) influencia para a melhoria dos serviços aos clientes (perspectivas dos processos internos) o que resulta em maior satisfação e lealdade dos clientes (perspectiva dos clientes) e, por fim, aumenta à receita e as margens que influencia na perspectiva financeira.
   
Por esse motivo criou-se um sistema de informação que possibilita a toda a empresa conhecer estas informações e o mais importante saber aproveitá-la. Neste sistema todo o funcionário é muito importante para seu sucesso, seja ele, mais alto executivo até a função de mais baixo escalão.

De acordo com Kaplan e Norton (2004) o mapa estratégico é a representação visual das relações existentes entre os componentes da estratégia de uma organização, é tão importante quanto o BSC para os executivos. Os mapas estratégicos é produto da evolução das quatro perspectivas do BSC, acrescenta alguns detalhes que ilustra a dinâmica temporal da estratégia, também adiciona maior grau de detalhes o que aumenta a clareza e o foco. Por esse motivo, o mapa estratégico fornece uma maneira uniforme e consistente de descrever a estratégia, a qual facilita a definição e o gerenciamento dos objetivos e indicadores.

Fico à disposição de vocês!

Volnei Ferreira de Castilhos
Mestre em Finanças (UFRGS)
Professor da Fundação Getúlio Vargas
Consultor Financeiro
volneifc@terra.com.br

Fonte: http://www.simplessolucoes.com.br/blog/2009/10/balanced-scorecard-por-volnei-f-de-castilhos/ 13/02/2013

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

País vive pleno emprego, diz FGV

Para comprovar a tese, economista argumenta que os salários estão crescendo acima da produtividade.

A economia brasileira vive uma situação de pleno emprego, segundo o economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) Fernando Barbosa Filho. A informação contraria a interpretação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que não reconhece o pleno emprego, apesar das baixas taxas registradas na Pesquisa Mensal de Emprego (PME).
Para comprovar a sua tese, o economista da FGV argumenta que os salários estão crescendo acima da produtividade. "Isso vai gerar problema para as empresas. O mercado só pode responder jogando gasolina na inflação. A tendência é que a pressão nos preços de serviços devido ao mercado de trabalho apertado continue. A indústria não deve ter refresco do mercado de trabalho neste ano", avaliou.

Em janeiro, o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), tradicionalmente, é mais alto do que no mês anterior, observou Barbosa. No mês passado, o índice, que corresponde à variação das taxas de desemprego entre dois meses, avançou 2,7%. Em dezembro, a taxa foi de -2,4%. A elevação do porcentual indica mais desemprego.

Apesar deste dado relativo ao mês anterior, o economista ressalta que não foi observada nenhuma tendência de mudança no mercado de trabalho, que deve permanecer em expansão. A expectativa é que a taxa de desocupação da PME deverá se aproximar de 5% em janeiro, segundo previsão do Ibre/FGV. A avaliação é que o mercado de trabalho está, atualmente, no patamar de outubro de 2012.

Apesar da previsão de aumento do desemprego no início do ano, o esperado é uma retomada da contratação no fim do primeiro trimestre, disse Barbosa Filho. A projeção é de uma taxa de desocupação inferior aos 5,5% registrados em 2012.

"Houve uma mudança no perfil do mercado, que passou a ser puxado pelo setor de serviços. A tese de crescimento da ocupação por causa da retenção da mão de obra pela indústria não me convence. Isso pesaria no bolso do empresário. Não podemos acreditar em um otimismo infinito da indústria", argumentou.

Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,pais-vive-pleno-emprego-diz-fgv,143473,0.htm 12/02/2013

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Economia brasileira está se tornando um 'enigma', diz 'Financial Times'

A economia brasileira está se tornando um "enigma" por causa do nível de emprego recorde e do forte consumo interno combinado com baixo investimento, atividade industrial em queda e inflação em alta, segundo reportagem publicada nesta sexta-feira pelo diário econômico britânico Financial Times.

 A inflação de janeiro, divulgada na quinta-feira pelo IBGE, teve a mais alta taxa mensal em oito anos. O índice IPCA de janeiro foi de 0,86%, representando um índice anualizado de 6,15%.

Para o Financial Times, isso "aumenta os temores de que a maior economia da América Latina esteja escorregando na direção da estagflação (inflação em alta combinada com recessão).

'Velho inimigo'

O jornal comenta que o retorno da inflação, um "velho inimigo do Brasil", ocorre num momento em que o país vem lutando para reativar a economia e recuperar o brilho relacionado com os grandes mercados emergentes.

"A economia brasileira está se tornando um enigma caracterizado por um recorde de baixo desemprego e forte consumo doméstico contrabalanceados por um investimento e por atividade industrial fracos e pela inflação em alta e entrincheirada", diz o jornal.

O artigo comenta que as autoridades já vêm agindo para tentar reativar a economia, com os juros no nível mais baixo da história, incentivos à indústria e ao consumo, cortes de impostos e a redução dos preços de eletricidade.

Apesar disso, observa o jornal, os analistas acreditam que os problemas brasileiros são relacionados principalmente à queda no investimento por conta da baixa confiança das indústrias.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/02/130208_press_ft_inflacao_rw.shtml 08/02/2012

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

As 10 campeãs de prejuízos no 2º trimestre no Brasil

Alta do dólar fez parte das companhias amargarem prejuízos vultosos; confira as dez companhias com maiores perdas, segundo levantamento da Economática.

 

 

1. Petrobras: -1,3 bilhão de reais

A empresa religiosamente aparecia entre as companhias com maiores lucros trimestrais. Mas desta vez a valorização do real teve um gosto amargo para a Petrobras. A estatal apresentou o primeiro prejuízo trimestral em 13 anos, avaliado em 1,3 bilhão de reais.
O aumento da moeda americana afetou tanto o endividamento da companhia, quanto seus custos dolarizados. Não por menos, o resultado financeiro líquido ficou negativo em 6,407 bilhões. No mesmo período de 2011, a Petrobras havia apresentado um número positivo em 2,901 bilhões.
Maiores gastos com baixas de poços secos ou subcomerciais, perfurados principalmente entre 2009 e 2012, e a diminuição da produção de óleo em função de paradas para manutenção contribuíram para avolumar o prejuízo.

2. CSN: -1 bilhão de reais

A reclassificação contábil foi a justificativa da CSN para a perda de 1,03 bilhão de reais registrada entre abril e junho deste ano. O valor refere-se ao montante atribuído aos sócios controladores.
A CSN optou por fazer um ajuste de mais de 1,5 bilhão no balanço em função da desvalorização das ações da Usiminas no mercado - a CSN detém 20,14% das ações preferenciais e 11,66% das ações ordinárias da siderúrgica mineira.
Na visão da CSN, os papéis não devem se recuperar tão cedo. Veio daí a decisão de contabilizar a queda sofrida pelos ativos. No mesmo período do ano passado, a empresa teve lucro de 1,1 bilhão de reais.

3. Braskem: -1 bilhão de reais

O real mais fraco também fez a Braskem perder muito. O prejuízo da companhia chegou a 1,03 bilhão entre abril e junho, contra lucro de 420 milhões no mesmo período do ano passado. O resultado financeiro líquido ficou negativo em nada menos que 2,1 bilhões.
Segundo a empresa, 100% da sua receita está vinculada, direta ou indiretamente, à variação do dólar. O percentual é de 80% para os custos da companhia.

4. Gol: -715 milhões de reais

Combustível mais caro, aumento das tarifas aeroportuárias e, outra vez, dólar mais caro. Juntas, as variáveis traçaram "a combinação mais adversa" para a Gol, nas palavras do seu presidente, Paulo Kakinoff. O resultado foi um prejuízo líquido de 715 milhões de reais.
Com isso, a companhia aérea acabou revisando boa parte de suas projeções para o ano. Agora, o crescimento da demanda está previso para 6% a 9%, ante expectativa anterior de 7% a 10%. O ebit, que representa a margem operacional antes de juros e impostos, deverá ir para o campo negativo, depois de ter sido estimado em uma faixa 4% a 7%.

5. Fibria: -525,8 milhões de reais

A Fibria teve um prejuízo de 525,8 milhões de reais, após registrar lucro líquido de 215 milhões no mesmo intervalo de 2011. Neste caso, o dólar também foi algoz. A alta de 11% na moeda no segundo trimestre acabou penalizando a dívida dolarizada da empresa.
Esse, que responde por 93% do endividamento bruto total da Fibria, chegou a 981 milhões de reais no período.

6. PDG Realty: -450 milhões de reais

No sexto lugar da lista, a PDG reviu orçamentos e modificou o cronograma de entrega de alguns empreendimentos. A estratégia acabou pesando na última linha do balanço, negativa em 450 milhões de reais. No mesmo trimestre de 2011, o lucro da empresa havia alcançado 241,5 milhões.
De um total de 315 projetos, 108 sofreram alguma modificação. O acréscimo de custos chegou a 478 milhões de reais.

7. MMX: -392,2 milhões de reais

A mineradora de Eike Batista perdeu 392,2 milhões entre abril e junho depois de ganhos líquidos de 49,2 milhões no mesmo trimestre de 2012. Os números fazem referência ao prejuízo atribuído aos acionistas controladores.
Além da subida do dólar ter contribuído para deixar o resultado financeiro no vermelho, a companhia registrou um volume mais fraco de minérios vendidos. Para terminar, os preços da commodity também ficaram 20% mais baratos no período.

8. OGX: -390 milhões de reais

Para os acionistas controladores, o prejuízo da OGX no trimestre foi de 390 milhões de reais, ante perda de 108,7 milhões apresentada em igual período do ano passado.
A empresa de petróleo de Eike Batista engrossou o coro das companhias que sofreram com a desvalorização do real. Mas independente da despesa financeira líquida de 375,3 milhões de reais - diretamente afetada pela oscilação do câmbio -, a OGX também teve que arcar com a baixa de três poços considerados secos ou subcomerciais, que acabaram representando uma perda de 145,5 milhões.

9. Brookfield: -383,4 milhões de reais

A Brookfield também reverteu o quadro positivo de 2011, descendo de lucro de 78,2 milhões de reais para prejuízo de 383,4 milhões em 2012. A incorporadora acusa a realização do ajustes de orçamento pela virada.
A revisão custou 316,9 milhões de reais - ou 3,2% do custo total dos projetos em execução. Segundo a Brookfield, a operação levou a um impacto contábil negativo de 295,8 milhões no lucro líquido do trimestre.

10. Suzano: -264,2 milhões de reais

Depois de registrar um lucro líquido de 103,5 milhões de reais no segundo trimestre de 2011, a Suzano teve perdas de 264,2 milhões em igual período deste ano, prejuízo que lhe rendeu o décimo lugar no ranking das empresas que mais perderam dinheiro entre abril e junho.
A segunda maior produtora mundial de celulose de eucalipto também culpa a escalada do dólar pela derrocada. Como nas demais empresas da lista, o impacto da variação cambial acabou aumentando as dívidas da empresa na moeda norte-americana. Com isso, o resultado financeiro líquido ficou negativo em 534 milhões de reais.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/empresas/noticias/as-10-empresas-que-mais-perderam-dinheiro-no-2o-trimestre#1 07/02/2013

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

.Agência de risco diz ser alvo de processo do governo dos EUA

A agência de classificação de risco Standard & Poor's disse que o governo dos Estados Unidos pretende processá-la devido à avaliação, feita pela agência, de títulos americanos durante a crise financeira de 2008.

Segundo a Standard & Poor's, a ação vai se concentrar nas avaliações da agência para alguns títulos garantidos por hipotecas em 2007, antes do auge da crise. Nesses casos, a Standard & Poor's deu notas altas para estes títulos e depois eles entraram em colapso.

A agência afirmou que foi informada do processo pelo Departamento de Justiça americano a respeito da ação, mas o departamento ainda não se pronunciou a respeito.

O processo será o primeiro no qual há uma acusação má conduta contra uma agência de classificação de risco relacionada à crise financeira.

A Standard & Poor's afirma que o processo não tem nenhum mérito legal ou factual.

Outras agências

No pregão de segunda-feira em Wall Street, as ações de outra agência de classificação de risco, a Moody's, caíram 10%, o que indica que ela poderá ser o próximo alvo do Departamento de Justiça americano.

A Standard & Poor's e outras agências foram criticadas por investidores, políticos e agências reguladoras por dar as notas mais altas, AAA, para milhares de títulos de alto risco que depois sofreram um colapso em seus valores.

Estas agências de avaliação de risco são pagas pelos emissores de títulos e outros produtos, o que levanta a suspeita de conflito de interesses.

As notas dadas pelas agências podem afetar a capacidade de uma companhia de levantar fundos ou conseguir empréstimos, além de afetar os preços dos títulos.

No caso da bolha imobiliária que gerou a crise - cujo auge ocorreu com o colapso do banco Lehman Brothers em 2008 - as agências de classificação de risco, incluindo a Standard & Poor's, foram contratadas para analisar transações financeiras complexas que colocavam juntas, em um pacote, milhares de empréstimos para compradores de imóveis individuais, as obrigações de dívida colateralizadas, (ou CDOs, na sigla em inglês).

O trabalho das agências de classificação de risco era analisar a probabilidade de que os empréstimos imobiliários fossem pagos. As avaliações feitas permitiram que os bancos colocassem juntos muitos destes CDOs e os vendessem para investidores no mundo todo.

A Standard & Poor's também já foi processada por investidores. Mas a agência alega que suas avaliações são opiniões protegidas pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.

A companhia afirma que "lamenta profundamente" a forma como suas avaliações de CDOs não conseguiram antecipar as condições do mercado de crédito imobiliário quando a crise financeira começou e que, desde então, gastou US$ 400 milhões para melhorar a qualidade de suas avaliações.

Em uma declaração divulgada na segunda-feira, a Standard & Poor's, afirma que o Departamento de Justiça estará errado ao entrar com a ação alegando que as avaliações da agência "eram motivadas por considerações comerciais" e não por "boa fé".

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/02/130205_standard_poor_processo_fn.shtml 06/02/2013

A CONTROLADORIA COMO ESTRATÉGIA EMPRESARIAL

Julio Candido de Meirelles Junior ¹

RESUMO

A sociedade moderna, bem como as empresas do novo milênio, necessitam de uma estrutura organizacional bem delineada para a sua sobrevivência. Nessa nova ótica, observa-se que as empresas necessitam de um órgão interno cuja finalidade seja a garantia de informações adequadas ao processo decisório, colaborando de uma forma holística com os administradores e gestores na busca da eficácia gerencial. O trabalho apresenta como pressuposto a necessidade de um controle em todo o sistema de gestão e um monitoramento eficiente por um profissional de Controladoria. Enfoca a importância, a origem e a influência da Controladoria no planejamento e no controle operacional, a sua responsabilidade e o seu valor. Evidencia a necessidade do uso da Controladoria na atualidade, a importância de uma boa formação do profissional de Contabilidade e a realidade empresarial, as suas características e o perfil desejado para o Controller, que é o profissional da Controladoria. Demonstra que existe um novo mercado para o profissional da Contabilidade na atualidade que estiver preparado para essa questão.
PALAVRAS-CHAVE
Contabilidade. Controller. Profissional.

 
ABSTRACT

Modern society, as well as companies of the new millennium has a need for an organizational


structure that is well delineated for its survival. Under this new point of view, we observe that companies need an internal organ which has the objective of guaranteeing the adequate information for the decision making process, collaborating in a holistic form with the administrators and directors in the quest for efficient management. This paper presents as a hypothesis the necessity of a control for the gestating system as a whole and efficient monitoring by a controlling professional. It focuses on the importance, the origin and the influence of the controller in the planning and operational control, on his responsibility and his value. It shows evidence of the necessity of the use of controlling in the present time, the importance of proper training for the controlling profissional and the business reality as its characteristics and desired stance for the controlling. It demonstrates that there exists a new market for the accounting professional in the present time that is well prepared for this moment.


 


KEY WORDS  
Accounting. Controller. Professional.

 

 
INTRODUÇÂO

A visão dos negócios se ampliou na era da informação e aumentou a responsabilidade da contabilidade. A crescente expansão dos negócios e a elevada diversificação das atividades empresariais têm mudado radicalmente a visão de controle empresarial.

Observa-se um crescente interesse na área da contabilidade e, em particular, na área de conhecimento denominada controladoria, que tem como base científica a contabilidade, os princípios e os fundamentos da gestão empresarial (CATELLI, 1999).
A tendência natural de gestores e dos grupos empresariais é ampliar a visão de seus negócios para obterem um entendimento que satisfaça o gerenciamento próprio e o entendimento do complexo mundo empresarial em que estão ligados.
O entendimento nacional sobre gestão está sendo ampliado, e a visão, no contexto global, está sofrendo mudanças radicais. Observa-se na mídia os efeitos da crise norte americana que afetou de forma global os negócios mundo afora.
Esses acontecimentos contribuem de maneira positiva para uma nova visão da gestão empresarial e, fatalmente, teremos que mudar a visão antiga do Contador, que já não é mais um simples funcionário, mais sim um analista voltado para a nova face da Contabilidade, que tende a se mostrar observador dos fenômenos patrimoniais com uma ótica de relações gigantescas e não mais aquelas restritas do passado (PADOVEZE, 2005; CATELLI, 1999).
A sociedade moderna, bem como as empresas do novo milênio, necessitam de uma estrutura organizacional bem delineada para a sua sobrevivência. Nesta nova ótica, observa-se que as empresas necessitam de um órgão interno cuja finalidade seja a garantia de informações adequadas ao processo decisório, colaborando de forma holística com os administradores e gestores na busca da eficácia gerencial.
A vida está a cada dia mais difícil, manchetes assustadoras estão estampadas em todos os jornais, e advertências metodicamente colocadas na TV amedrontam até mesmo os indivíduos mais seguros. A palavra de ordem é controle de gastos, a mídia amplia as notícias sobre a crise econômica nos quatro cantos do planeta e observam-se mudanças radicais na maneira de se operar os mercados.
Percebe-se muita cautela em todos os seguimentos do mercado, pois as incertezas dos acontecimentos, do amanhã, em todos os níveis, geram expectativas em todos os setores.
A velocidade que era imposta pelo mercado foi reduzida em todos os segmentos da sociedade, e a competição ficou mais acirrada. Os processos ficaram mutilados e percebem-se situações inusitadas, pois todos querem vender, mas ninguém quer comprar. Uma situação de risco para o mercado que fragiliza todo complexo econômico mundial.
Nesse contexto de mudanças, a necessidade de precisão nas decisões, de velocidade de informações faz com que o conhecimento contábil se torne essencial em todos os setores. A contabilidade vem reagindo de forma surpreendente e sentiu a necessidade de romper as barreiras dos ambientes restritos das empresas para se conectar com fatos externos, oferecendo respostas às necessidades de informações dos dirigentes das empresas, ampliando uma nova dimensão para Contabilidade, iniciando um novo ciclo de trabalho que se pode denominar ciclo da controladoria, já que se pode verificar que esse órgão passa a ser responsável por toda gestão econômica da empresa, com o objetivo de aprimorar sua gestão e a sua performance.
Não é um assunto novo, muitas empresas já utilizam a controladoria como órgão de gestão, mas a necessidade imposta pelo mercado já sensibiliza empresários a adotarem e utilizarem a controladoria na gestão de suas empresas.
A Contabilidade com a controladoria abre uma nova porta em seus estudos, preocupando-se com os fatos que provocam influências no patrimônio, sob a ótica de uma eficácia holística, correlativa, em regime de interação, especialmente no que tange aos mundos social e ecológico, caracterizado pelo planejamento, execução e controle.
 
Segundo Sá (2002, p. 23):
                                 A Doutrina neopatrimonialista enfoca como uma das funções específicas do
                                 patrimônio a de socialidade, dentre as demais de liquidez, resultabilidade,
                                 estabilidade, economicidade, produtividade, invulnerabilidade e elasticidade.
Funções essas que, observadas em todos os seus aspectos, devem estar na rotina das ações da controladoria para levar a empresa à eficácia.
Uma das razões deste artigo é focar a importância da controladoria para a gestão empresarial e levar esse entendimento para os profissionais da área e aos alunos da graduação, para que se formem munidos de material e capacidade para utilização dessa nova ferramenta e, durante seus estudos, possam focar com mais atenção esta magnífica disciplina.
Com isso, deve ficar evidente que qualquer empresa ou organização necessita de instrumentos para equacionar soluções, para pensar estrategicamente, introduzir modificações, atuar preventivamente, seja gerando ou transmitindo conhecimentos, ou tendo uma visão ampla de toda a cadeia de produção.

1 - O Controller: uma breve apresentação
Das atribuições privativas dos Contabilistas em seu segundo artigo, nasce uma nova perspectiva para as organizações, surge a figura do Controller. A responsabilidade da garantia da missão da Controladoria fica a ele confiada (CATELLI, 1999). O zelo pela continuidade da empresa, bem como todo o processo de otimização para que esta consiga obter um resultado global satisfatório às suas necessidades.
Qualquer sociedade necessita de uma estrutura organizacional para a sua sobrevivência. Por sua vez, essas sociedades necessitam de um órgão interno cuja finalidade seja a garantia de informações adequadas ao processo decisório, colaborando de forma holística com os administradores e gestores na busca da eficácia gerencial.
As funções variam de empresa para empresa, de forma que a estrutura organizacional possa ter algumas variantes.
No tocante ao nome Controller, em muitas organizações é legado ao chefe da Contabilidade. Independente da estrutura de trabalho, as suas atribuições básicas estão ligadas ao planejamento (PADOVEZE, 2005). Estas funções estão dispostas de maneira que possam integrar ações e metas aos objetivos gerais da empresa, para que se possa estabelecer um plano de ação integrado, interligando ações com revisões e avaliações constantes, dentro das modernas técnicas de gerenciamento.
O resultado do planejamento deve ser checado de forma a garantir que as atividades estejam de acordo com o planejado. Os padrões devem ser revisados constantemente de forma a garantirem a eficácia do sistema. Esta garantia está relacionada com o controle propriamente dito.
Uma outra atividade está relacionada com a atuação do Controller na elaboração e interpretação das informações geradas pelo sistema, de maneira que estas sejam inteligíveis aos gestores para o processo de tomada de decisão.
Muitas outras funções estão em sua competência, como a administração e a supervisão de tarefas-chaves para o desempenho da organização, bem como a manutenção de todo o processo contábil, controle de custos e demais atividades inerentes às Ciências Contábeis e suas aplicações.
Dessa maneira, o profissional de Controladoria deve estar preparado, com uma formação direcionada, com um domínio pleno de conceitos utilizados em áreas afins, como a Administração, Economia, Estatística, Contabilidade, Informática, dentre outras, que serão um diferencial para ajudá-lo a levar a empresa à eficácia.

 
2 - As exigências de mercado
O impacto das normas internacionais da série ISO 9000 aprimorou o que se fazia sobre a qualidade, produtividade, competitividade e complexidade. Um novo momento foi efetivado com a implantação da nova série, a ISO 14000 relativas à gestão do meio ambiente.
Publicadas pela organização Internacional para a Normalização. Sendo esta, a associação da excelência tecnológica com a consciência da população para as questões de preservação da natureza. Está sendo também, a forma mais prática, direta e eficiente para associar o que de melhor se exige de uma empresa frente à imagem institucional, com seus esforços de marketing.
As normas ISO 14000 poderão se constituir em novas barreiras não tarifárias ao comércio internacional (CAMPOS, 1994). Como os nossos empresários devem se preparar para isso? Num pequeno exercício de imaginação, é possível ampliar o significado dessa preocupação para o nosso imenso país, poderemos visualizar a dimensão gigantesca do problema que nos irá afetar. Sem dúvida, um grande problema.
Embora complexa, a solução existe, está ao nosso alcance, constituindo-se no grande desafio à nossa capacidade de criar desenvolvimento sem degradar o meio ambiente.
Internamente, devemos reconhecer a necessidade de mudança na postura de uma comunidade nacional que se acomodou com a arraigada crença no Estado todo poderoso e na responsabilidade única dos governos. Em outras palavras, o conceito da cidadania, em seu sentido mais abrangente, tem sido pouco cultivado.
A hora é de mudança e de adotar novas posturas, colocando as novas metodologias integradas num processo educacional sistêmico, no treinamento e desenvolvimento do Recurso Humano, pois a referência que se deve tomar nestas transformações é a de que estamos em um estágio dinâmico, voltado para o posicionamento da concorrência, por meio de um ciclo de aprendizado e de postura estratégica a cada dia analisado e submetido ao crivo da Controladoria.
Uma outra questão fundamental, já comentada anteriormente, fica agora evidente no sentido de que a contabilidade em todo o seu aspecto teórico estuda e se envolve nos processos econômicos da empresa. Sendo assim, deve estar direcionando a aplicação prática e ordenada de seus conceitos, princípios e normas para a eficácia empresarial, que deve ser priorizada tendo em vista a continuidade do negócio e o lucro de seus acionistas (TUNG, 1993).
 
 
3 - Uma ferramenta diferenciada
As alterações econômicas ocorridas no mundo e no Brasil nos últimos tempos provocaram mudanças importantes no cenário empresarial, tornando-se necessária a reciclagem dos profissionais da área de Controladoria e demais áreas financeiras (CATELLI, 1999; PADOVEZE, 2005).
A mídia evidencia uma sequência de eventos ocasionados pela crise norte americana que desencadeou um processo dominó com reflexos em todos os países. Uma pergunta fica no
ar que deve ser respondida após uma profunda análise. Onde estavam as garantias reais? Por que ocorreu a crise? Onde estavam os gestores que deveriam evidenciar e utilizar normas, princípios contábeis e legislações que se cumpridas à risca evitariam essa situação?
Percebe-se a necessidade de um aprofundamento nas questões gerenciadoras de negócios próprios do controlador moderno, envolto não somente na visão contábil, mas econômica, jurídica e institucional, tendo contato com as mais recentes técnicas metodológicas disponíveis. Essa interação não é uma maquiagem empresarial, é uma situação que deve ser trabalhada de forma consciente, pois envolve a continuidade do empreendimento.
A grande necessidade de um acompanhamento mais ágil e aprofundado do desempenho econômico-financeiro das empresas, devido ao cenário globalizado atualmente fragilizado e altamente competitivo em que estamos vivendo, faz com que seja imperativa a criação de Departamentos de Controladoria e Gestão nas empresas, sejam elas no campo industrial ou em qualquer negócio (CAMPOS, 1994).
Contando com profissionais altamente qualificados, esses departamentos têm por objetivo a elaboração de relatórios gerenciais bastante detalhados, procurando fornecer aos empresários uma visão clara, real e objetiva do desempenho de suas empresas.
A cadeia agroindustrial deve estar perfeitamente delineada em todos os seus aspectos.
Cada etapa deve ser cuidadosamente analisada, seja nos insumos, no processamento, na
distribuição, até o cliente final deve ser detalhadamente estudada e analisada nos mínimos detalhes.
Utilizando-se de técnicas de Análise de Demonstrativos Contábeis, Contabilidade de Custos, Administração Financeira, Técnicas administrativas e de gestão, o Departamento de Controladoria e Gestão exprimirá os números da Contabilidade de forma real para um formato acessível, que irá proporcionar a sua utilização nos relatórios gerenciais como instrumento para a tomada de decisões conscientes, dentro do novo enfoque e tendências desta nova era globalizada (PADOVEZE, 2005; CATELLI, 1999).
4 - Eficácia empresarial
A atualidade e a modernidade exprimem um cenário de competição exacerbada em todos os setores da atividade econômica. Neste ínterim, apenas as empresas que conseguem colocar no mercado produtos e serviços de qualidade, ao preço que o mercado está disposto a pagar, têm sobrevivido.
Verifica-se que as margens de lucro das empresas estão cada vez menores, só podem ser maximizadas através de um rigoroso controle sobre todo o processo administrativo e produtivo, visto que custos e despesas precisam ser controlados de forma racional e inteligente, para que se tenha muita agilidade na tomada de decisões. A Controladoria, no mundo moderno, deve ser considerada um suporte indispensável na tomada de decisões, as informações geradas por esse órgão deve estar sempre “on line” e confiáveis para auxiliar neste processo que, conjuntamente com a logística, tem como objetivos a redução de custos e aumento da lucratividade, para garantir a sobrevivência da
empresa moderna (PADOVEZE, 2005).
Deve se observar que, nos últimos anos, com as mudanças nos sistemas de informação, a realidade empresarial mudou radicalmente e, nesse aspecto, observa-se que a contabilidade ampliou sua visão, iniciando uma outra jornada a partir da teoria do lucro e envolvendo a teoria da decisão.
Essa passagem fez com que a contabilidade necessitasse de estudos diferenciados que possibilitassem a criação de modelos de decisão. As teorias de Lopes de Sá citadas anteriormente servem de arcabouço fundamental para a construção de modelos inteligentes para a gestão empresarial (SÁ, 1997; 2000; 2009).
Esse processo remete a contabilidade para a controladoria, que definirá a partir de todo complexo de dados gerados pela contabilidade, um arsenal de informações que irá possibilitar que a empresa alcance seus objetivos de forma consciente utilizando seus recursos de forma eficiente. Diante do que foi exposto, fica evidente que a empresa deve criar uma estrutura para o seu planejamento, controle de suas atividades internas e seus reflexos externos.
Qualquer empresa na atualidade, principalmente com as circunstâncias econômicofinanceiras envolvidas, devem estar municiadas com um planejamento efetivo e bem detalhado, que deve partir de um orçamento bem elaborado e trabalhado, de forma a explicitar as necessidades empresariais, que devem ser monitoradas com um eficiente sistema de controle com ênfase no feedback de informação, no intuito de avaliar a real da situação e desempenho planejado (PADOVEZE, 2005; IUDICIBUS, 1986).
5 - Perfil do Controller
Este novo campo para os profissionais de Contabilidade abre as portas para um novo modelo de gestor, com um o perfil que concentra no indivíduo características pessoais e de relacionamento interpessoal, com habilidades comunicativas para expressar-se bem oralmente e por escrito, inclusive em outros idiomas, competência gerencial, visão abrangente das cadeias de produção e conhecimento do seu negócio, qualificações técnicas, sintonia com as especificidades do setor, flexibilidade e polivalência (TUNG, 1993).
Esse profissional deve ter profundos conhecimentos dos princípios contábeis e das implicações fiscais que afetam o resultado empresarial e estar preparado para a análise dos dados contábeis e estatísticos (PERES JUNIOR; PESTANA; FRANCO, 1997).
Deve ser ousado, com iniciativa, sem vícios, sem bloqueios e disposto a assimilar a cultura da empresa, trabalhando de forma que obtenha um bom conhecimento do seu ramo de atividade para entender os problemas, vantagens e desvantagens, bem como todas as características do empreendimento.
Uma característica marcante que tem sido evidenciada pelas empresas é a capacidade empreendedora do indivíduo, que deve estar sempre antenado com a situação política do país e sempre se atualizando.
Percebe-se que o ritmo de mudanças no mundo dos negócios está acelerado e fica evidente que as garantias de sucesso no passado não garantem o sucesso de amanhã (BERMAGASCHI, 2000).
Com isso, as empresas procuram profissionais diferenciados que saibam mudar e aprendam com as mudanças, e esta nova maneira de vida não se aprende nos bancos escolares, deve ser buscado por cada profissional que quer ter um perfil fora da média.
O mundo esta seguindo um novo ritmo de trabalho, e as organizações são mais inteligentes e procuram profissionais capazes de processar suas experiências com o mercado, com clientes, parceiros e fornecedores, de forma que lhes permita criar ambientes onde possam ter sucesso.
O profissional para a controladoria precisa estar atento às mudanças e estar motivado diariamente, pela simples razão de querer aprender bem, assim como ser capaz de enxergar além do óbvio e ter empatia com o negócio, com a aprendizagem e com a carreira (PADOVESE, 2005).

CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente trabalho demonstrou a necessidade de implementação do serviço de Controladoria para as empresas que ainda não utilizam este riquíssimo instrumento.
Observou-se que a informação e o gerenciamento são fatores indispensáveis para a sobrevivência.
A necessidade de crescimento e especialização demonstra que, cada vez mais, existe um maior número de empresas em plena expansão de conhecimento, com recursos humanos altamente qualificados, que certamente são fatores decisivos neste mundo competitivo, porque cada centavo economizado e a economizar é um lucro em potencial.
Todas as atividades gerenciais e de controle são altamente prioritárias e torna-se cada vez mais relevante o capital intelectual.
A qualificação é indispensável, bem como uma formação acadêmica continuada que assegure ao profissional de Controladoria a capacitação suficiente para análise e tomada de decisões.
Concluiu-se que as empresas precisam de profissionais aptos para o processo decisório, interpretando as informações, analisando e tomando decisões, do chão de fábrica à alta administração, de maneira que a empresa caminhe para um processo de crescimento continuado e estabilizado.

REFERÊNCIAS
BERMAGASCHI, Mônika.  Recursos humanos para o agronegócio brasileiro. Brasília: CNPq, 2000.

CAMPOS, Vicente Falconi. TQC controle da qualidade total (No estilo japonês). Fundação Christiano Ottoni, 1994.

CATELLI, Armando (Coord.). Controladoria. São Paulo: Atlas, 1999.
 
IUDICIBUS, Sergio de.  Manual de contabilidade das sociedades por ações. Atlas, São Paulo, 1986.

PERES JUNIOR, José Hernandez; PESTANA, Armando Oliveira; FRANCO, Sérgio Paulo Cintra. Controladoria de gestão. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1997.

PADOVESE. Clovis Luiz.
Controladoria estratégica e operacional. São Paulo: Thomson, 2005.
 
SÁ. Antônio Lopes de.  Fundamentos da contabilidade geral. Belo Horizonte: Una, 2000.
 
______. Progressos no campo da contabilidade aplicada aos fatos do ambiente natural. 2009.

Disponível em: www.lopesdesa.com.br. Aceso em: 10 set. de 2009.

______.
História geral e das doutrinas da contabilidade. São Paulo: Atlas, 1997.

TUNG, Nguyen H.  Controladoria financeira das empresas. 8. ed. São Paulo: Universidade-
Empresa: Editora da Universidade de São Paulo, 1993.
 
 

¹ Mestre em Contabilidade. Professor da Fundação Educacional Machado Sobrinho (Ciências Contábeis) Juiz de Fora - MG. Membro da ACIN (Associação Científica Internacional Neopatrimonialista). Prêmio Ivan Carlos Gatti (2004). Pesquisador, Assessor e Perito Contábil.