quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Grã-Bretanha perde classificação de risco Aaa

A Grã-Bretanha perdeu sua classificação máxima de crédito - Aaa - pela primeira vez desde 1978. A agência Moody’s, responsável pelo rebaixamento, afirmou esperar que o crescimento no país "permaneça lento ao longo dos próximos anos".


A Moody's se tornou a primeira agência de classificação de risco a rebaixar a Grã-Bretanha da classificação máxima Aaa para Aa1.

A agência disse que o programa do governo de redução da dívida tem significativos "desafios" pela frente.

O ministro das Finanças britânico, George Osborne, disse que a decisão é "um forte lembrete dos problemas da dívida do país".

"Longe de enfraquecer nossa decisão de realizar nosso plano de recuperação econômica, essa decisão redobra nossa determinação".

"Continuaremos o plano que cortou o déficit em um quarto", disse.

Segundo o editor de política da BBC, Nick Robinson, Osborne corre o trisco de ser apelidado como o "chanceler do rebaixamento"

A Grã-Bretanha tinha a nota máxima de crédito Aaa desde 1978 tanto pela Moody's como pela S&P.

Oposição

O porta-voz da oposição para assuntos econômicos, Ed Balls, afirmou que a decisão da agência foi "um golpe humilhante para um premiê e um ministro das Finanças que disseram que manter a classificação Aaa era um teste para sua credibilidade política e econômica".

Ao anunciar o rebaixamento da nota, a Moody's disse que desafios venceram as perspectivas de crescimento de médio prazo no país.

A agência afirmou ainda que é improvável que a grande dívida britânica seja revertida até 2016.

A Moody's afirmou que apesar dos pontos fortes de sua economia, a Grã-Bretanha foi arrastada pela crise global e terá um crescimento lento nos próximos anos.

Porém, a agência afirmou que a perspectiva para a Grã-Bretanha é estável - o que descartaria mais rebaixamentos no futuro - pois o país permaneceria bastante solvente.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/02/130215_moody_uk_lk.shtml 27/02/2013

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Planejamento financeiro exige projeto de vida


Em geral tanto as épocas de crise, como também as de estabilidade financeira do mercado, tendem a provocar nas pessoas maior preocupação com seu futuro e dos seus familiares.
Como resposta a este comportamento é natural que haja um aumento, no mundo financeiro, das ofertas por especialistas em investimentos pessoais ou em grupo.
A gama de produtos é a mais variada possível. Desde recursos para manter a renda numa previsível aposentadoria, financiar os estudos dos filhos, criação de reservas para futuros desfrutes ou até um seguro de vida para reduzir o baque financeiro dos familiares na eventual falta por falecimento ou incapacidade. Todos produtos importantes e com forte conotação preventiva.
Mas o que esta orientação não discute, vincula ou orienta, é a necessária relação que deve haver entre assegurar um investimento visando a tranqüilidade financeira no futuro e um projeto de vida correspondente a estas reservas.
Além de ter claro qual o rendimento que minhas aplicações irão me proporcionar ao atingir os 50, 60.70...anos de idade, também devo ter maior clareza do que aspiro ser, parecer, fazer, pensar, transmitir, ou ser visto, quando estas fases chegarem.
Ao perder a identidade que a empresa me emprestou, enquanto estive empregado, com que “sobrenome” vou me apresentar depois de aposentado?
O que farei com o tempo livre? Como será meu futuro relacionamento como cônjuge, familiar e amigo? Ainda estaremos juntos como casal? Estarei ainda morando no mesmo lugar? Como vou manter minha auto-estima e amor pela vida? Quais os cuidados que devo ter em relação à saúde? Assistência médica? Atividades físicas? Qual a imagem que pretendo transmitir nesta fase da vida? Qual o padrão de vida que pretendo manter?
E uma pergunta crucial: Desejo continuar mantendo minha autonomia financeira e afetiva, ou espero que os filhos me cuidem na velhice?
Em relação aos que se preocupam em criar reservas financeiras para os filhos, seja no sentido de financiar seus estudos ou alguma tranqüilidade material para o início da vida adulta, as recomendações – para o presente - também são importantes.
Muito cuidado: Poupar, investir e buscar melhores alternativas visando um futuro material tranqüilo para os dependentes é algo que os pais podem fazer sem consultá-los.
Mas a experiência tem demonstrado que filhos que recebem recursos e facilidades financeiras, sem que tenham tido uma efetiva participação no esforço, sacrifícios e construção do mesmo apresentam como tendência um comportamento de desperdício, além de não valorizarem o que estão recebendo como apoio material.
Lembre:“tudo aquilo que vêm fácil, e sem sacrifícios ou compromissos, também pode ser facilmente perdido...”.
Eis aqui algumas sugestões: Envolva seus filhos, desde muito cedo, em planos, compromissos e consciência no seu relacionamento com o dinheiro. Não omita informações ou trate deste assunto procurando “poupá-los” das dificuldades da vida, que irão enfrentar só mais tarde.
Inclua nas conversas com a família, além do desempenho na escola, namoricos e fuxicos, também os planos futuros de cada um, vinculados a uma adequada educação financeira. Crianças e adolescentes que nunca transacionaram nada na sua infância – ao menos compraram algo com sua mesada – tendem a desconhecer o valor relativo dos bens materiais. Para muitos, o valor de um automóvel não difere muito do custo de uma bicicleta. Afinal tudo sempre lhe foi muito facilitado. Até porque muitos pais procuram manter um “discurso”, e prática, de que seus filhos devem ser poupados das dificuldades, que, eventualmente, os mesmos viveram.
Fica aqui mais uma provocação de tema para cada profissional e família tratarem à sua maneira.

Por: Renato Bernhoeft,

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Brasileiro viveria 11 anos sem recursos na aposentadoria

Pelas expectativas dos brasileiros sobre a própria aposentadoria, eles passariam em média 11 anos sem recursos suficientes para ter uma vida confortável. É o que aponta um estudo do HSBC, em que as pessoas responderam que esperam viver 23 anos depois de se aposentarem, mas poupam o suficiente para que as economias durem apenas 12 anos depois de encerrado o período de trabalho.

"Há um intervalo a partir do qual a pessoa fica com receio: espera que ainda esteja viva mas não tem segurança de que seu dinheiro vai durar nesta segunda fase. É um alerta muito interessante", comenta o superintendente-executivo de Gestão de Patrimônio do HSBC Bank Brasil, Gilberto Poso.

Aqui, o resultado é pior do que a média mundial, na qual os entrevistados esperam viver 18 anos depois de se aposentarem, mas suas economias devem durar dez anos. "Enquanto aqui o intervalo é de 11 anos, no resto do mundo o buraco é menor, com um intervalo de oito anos. Se elas gastarem o que pretendem, não vão ter dinheiro para viver ate o fim da vida", afirmou Poso.

O estudo "O Futuro da Aposentadoria: Uma nova realidade" é o oitavo de uma série elaborada pelo HSBC e representa a visão de mais de 15 mil pessoas consultadas na Austrália, Brasil, Canadá, China, Egito, França, Hong Kong, Índia, Malásia, México, Cingapura, Taiwan, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos. Foram ouvidas pessoas de 25 anos ou mais, durante os meses de julho e agosto de 2012. No Brasil, foram mais de mil entrevistados.

Os brasileiros ouvidos para a pesquisa acreditam que 31% dos rendimentos de sua aposentadoria virão do Estado. O dado também é superior ao resultado global, segundo o qual as pessoas esperam que 24% da renda seja proveniente de benefícios sociais. "Isso é preocupante porque, à medida que tivermos no Brasil uma mudança demográfica, a previdência oficial vai claramente ter mais dificuldades. Teremos menos gente na ativa e mais pessoas usufruindo por mais tempo", alertou Poso.

Para 37% dos brasileiros, a contribuição do Estado será uma fonte importante de renda na aposentadoria. A alta expectativa com relação à previdência é preocupante também pelo fato de que os brasileiros esperam que a aposentadoria - seja proveniente de poupança pessoal, seja de benefícios sociais - substitua aproximadamente 70% do rendimento que têm em seu trabalho.

"Por outro lado o que é interessante e positivo é que essa parcela de 31% dos que pensam que os rendimentos virão do Estado é puxada pelas pessoas mais velhas, acima de 45 anos. Aqueles que estão entrando no mercado de trabalho já têm uma perspectiva diferente em relação à previdência social", disse Poso.

Atualmente, 19% dos brasileiros não fazem nenhuma preparação para sua aposentadoria e 41% consideram que fazem de forma inadequada. Os brasileiros creditam ao alto custo de vida o fato de não pouparem especificamente para a aposentadoria. Para 42%, todo o dinheiro é gasto no custo de vida diário. "Temos uma parcela significativa de brasileiros que não são poupadores regulares e muitas pessoas que reconhecem que não estão bem preparados", comenta o executivo.

Fonte: http://br.financas.yahoo.com/noticias/brasileiro-viveria-11-anos-recursos-114200753.html 21/02/2013

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Volume de dólares e libras no mundo mais que triplica desde 2008

O volume de dinheiro impresso pelos países ricos aumentou drasticamente desde que a crise internacional veio à tona, em setembro de 2008. O montante de dólares e de libras esterlinas em circulação, por exemplo, mais do que triplicou no período.

A emissão de moeda já nem ocupava mais as manchetes, de trivial que se tornou, mas voltou ao debate nos últimos meses porque o Japão resolveu adotar mais intensamente esse tipo de operação.

No país asiático, a chamada base monetária, que é a quantidade de dinheiro em circulação mais as reservas do banco central, subiu 11% nos últimos 12 meses e 46% desde janeiro de 2008.

Mas os EUA ainda são, de longe, os campeões de impressão de dinheiro. A base monetária americana aumentou de US$ 831 bilhões para US$ 2,7 trilhões em cinco anos.

Desde novembro de 2008, o país já fez diversas rodadas de afrouxamento quantitativo, processo que equivale a criar moeda. Atualmente, despeja até US$ 45 bilhões por mês no mercado.

Antes da crise, a base monetária dos EUA era praticamente estável, na faixa dos US$ 800 bilhões, como aponta o gráfico abaixo.















Em termos relativos, quem mais aumentou a base monetária foi o Reino Unido, de 73 bilhões de libras para 338 bilhões, uma alta de 362% desde janeiro de 2008. Na Europa, a expansão foi menor.

A quantidade de euros em circulação subiu apenas 32%.



Evolução da base monetária desde 2008

PaísJan/08Jan/13Diferença (em moeda do país)Variação (%)
EUA (US$ bi)8312.7421911230
Eurolândia (€ tri)3,8485,0861,23832
Reino Unido (£ bi)73,24338,4265,16362
Japão (¥ tri)90131,941,947
  • Fonte: Bancos centrais

‘Tsunami monetário’
Se convertermos tudo para dólares, a base monetária somada de EUA, zona do euro, Reino Unido e Japão estava em US$ 7,5 trilhões em 2008. Hoje, superam US$ 11,6 trilhões. Ou seja, o mundo ganhou US$ 4,4 trilhões em moedas de países ricos desde a crise.

O governo brasileiro reclama dessas medidas porque o aumento do volume de moeda desses países no mundo tende a provocar uma valorização no real, o que prejudicaria empresas brasileiras que competem com produtos estrangeiros.

Mas nem todos concordam que o Brasil deveria tentar conter erguer uma barreira contra o que a presidente Dilma Rousseff chamou de “tsunami monetário”, ou que o ministro Guido Mantega (Fazenda) apelidou de “guerra cambial”. Para críticos do governo, o melhor a fazer seria buscar outras formas de melhorar a competitividade das empresas brasileiras e estimular investimentos no país.

O professor de economia Alcides Leite, da Trevisan Escola de Negócios, explica na entrevista abaixo:

Por que os países ricos estão aumentando a quantidade de dinheiro em circulação?

Porque a atividade econômica está deprimida. O aumento de liquidez monetária busca suprir as necessidades de pessoas e empresas que sofreram fortes restrições com a redução da disposição dos bancos em emprestar. O aumento da liquidez é uma forma de oxigenação da economia.

Quais são os efeitos do aumento, em ritmo acelerado, da base monetária em países ricos?

Enquanto não houver pressão inflacionária, a expansão da liquidez não causa efeitos negativos imediatos na economia real dos países. Os EUA, que emitem dólares, não têm dificuldade em expandir a dívida pública, uma vez que o mundo se dispõe a financiar essa expansão a um custo muito baixo. Na Europa, o problema maior reside nos países da periferia do euro, que, não podendo emitir moeda própria, dependem da disposição das nações centrais em aumentar a base monetária. O Japão tem uma dívida pública muito grande, mas não há outra saída para o crescimento da economia se o governo não continuar sua política de emissão de moeda e de desvalorização do iene.

No futuro, os problemas seriam a criação de bolhas nos diversos setores de atividade e a perda de confiança nas moedas dos países excessivamente endividados.

E os efeitos nos países emergentes?

O principal é a tendência de valorização das moedas locais. Isso encarece as exportações desses países e barateia suas importações, reduzindo o resultado da balança comercial.
 
Autor: Silvio Guedes Crespo
Fonte: http://achadoseconomicos.blogosfera.uol.com.br/2013/02/20/volume-de-dolares-e-libras-no-mundo-mais-que-triplica-desde-a-crise/ 20/02/2013

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Conheça dez profissões em alta no mercado de trabalho


Confiantes no vigor da economia brasileira, empresas locais e multinacionais com filiais no Brasil preveem contratar mais profissionais nos próximos anos, aumentando, para isso, as exigências de qualificação da mão de obra.
 

O otimismo dos empregadores resultou também em uma crescente formalização na relação com os trabalhadores. Dados do último Censo, divulgados na semana passada pelo IBGE, revelam que 63,9% da população ocupada tinha carteira assinada em 2010, contra 54,8%, em 2000.

Segundo um relatório divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) em fevereiro desse ano, a expectativa de contratação para os próximos anos permanecerá aquecida.

Intitulada Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira - 2020, a pesquisa ouviu de 402 empresas brasileiras - que, juntas, empregam 2,2 milhões de pessoas - quais setores demandarão mais profissionais nos próximos anos.

De acordo com o estudo, quem deve liderar as contratações no país é a área da engenharia, além do segmento comercial - este último um dos principais empregadores de uma economia que caminha cada vez mais em direção ao setor de serviços, dizem especialistas.

"Depois de 'arrumar a casa' em 2011, ou seja, organizar suas finanças, as empresas estão buscando entregar resultados neste ano. Isso significa maximizar os lucros, algo que se reflete no perfil das contratações", diz Paulo Pontes, presidente da filial brasileira da Michael Page, uma das principais agências de recrutamento de executivos de média e alta gerência do país.

Para isso, as companhias brasileiras estão elevando suas exigências. Segundo o relatório da Firjan, 69,1% das empresas ouvidas requerem, no mínimo, algum tipo de pós-graduação para profissionais de nível superior. Já para mais da metade delas, o diploma universitário é indispensável, inclusive, para profissionais de nível médio/técnico.

Marcando as celebrações do Dia do Trabalho neste 1º de Maio, a BBC Brasil entrevistou especialistas para descobrir dez profissões que devem permanecer "aquecidas" nos próximos anos. Confira a lista:

1) Engenheiro de Petróleo

Quanto ganha (em média): R$ 14.000

O que faz: É responsável pelo desenvolvimento de projetos de exploração do petróleo e seus derivados em poços e jazidas, buscando uma maior eficiência de produção sem dano ao meio-ambiente. Com a descoberta do pré-sal, a profissão ganhou 'alma' própria - e é oferecida, hoje, como curso de graduação nas principais universidades do país.

2) Engenheiro de mobilidade

Quanto ganha (em média): R$ 12.000

O que faz: Supervisiona grandes obras de infra-estrutura, verificando se estão adequadas às normas legais. Nos grandes centros urbanos, esse profissional é encarregado de gerenciar o planejamento do transporte urbano. A carreira entrou no radar dos recrutadores depois que o Brasil foi confirmado como sede de grandes eventos, como a Copa do Mundo e a Olimpíada.

3) Engenheiro ambiental e sanitário

Quanto ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 12.000

O que faz: Concebe e executa projetos que diminuam o dano causado pela ação humana no meio-ambiente. A profissão é cada vez mais requisitada por grandes empresas e governos ciosos de seu compromisso com o desenvolvimento sustentável.

4) Médico do Trabalho

Quanto ganha (em média): R$ 10.000 a R$ 16.000

O que faz: Trata-se de um ramo da medicina especializado na promoção do bem-estar e da saúde do trabalhador. Profissionais dessa área avaliam a capacidade de um candidato de executar determinada tarefa, além de realizar exames de rotina nos funcionários para verificar o cumprimento das obrigações trabalhistas.

5) Gerente de Recursos Humanos

Quanto ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 14.000

O que faz: É responsável por recrutar novos profissionais e assegurar a permanência dos antigos. Antes subestimada, a profissão saiu do limbo e conquistou importância à medida que as empresas perceberam a necessidade de reter bons profissionais face à concorrência.

6) Controller

Quanto ganha (em média): R$ 10.000 a R$ 20.000

O que faz: Analisa e interpreta as informações contábeis das empresas de forma a reduzir perdas e maximizar o lucro, utilizando, para isso, conhecimentos avançados de administração. Atua no "centro nervoso" da companhia, relacionando os campos da contabilidade e da administração.

7) Advogado de contratos

Quanto ganha (em média): R$ 10.000 a R$ 14.000

O que faz: Analisa e redige contratos. É uma das áreas do Direito que mais tem crescido, acompanhando a escalada das fusões e aquisições de empresas no Brasil.

8) Gerente comercial/vendas

Quanto ganha (em média): R$ 8.000 a R$ 18.000

O que faz: É responsável pelo planejamento e controle das vendas, desde a saída dos produtos da fábrica até a chegada à casa dos consumidores. Cada vez mais disputado pelas empresas, precisa ser bem relacionado e carismático, com conhecimentos avançados de administração e marketing.

9) Biotecnologistas

Quanto ganha (em média): R$ 4.000 a R$ 5.000

O que faz: Pesquisa a criação, melhoria e gerenciamento de novos produtos nas áreas de saúde, química, ambiental e alimentícia. Na área da microbiologia, pode atuar na produção de vacinas. É cada vez mais requisitado por indústrias, cientes da necessidade da otimização da cadeia produtiva.

10) Técnico em Sistemas de Informação

Quanto ganha (em média): R$ 2.000 a R$ 3.000

O que faz: Profissional de nível médio, é responsável por criar e analisar os sistemas de armazenamento e coleta de dados de uma companhia.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120430_profissoesemalta_brasil_lgb.shtml 18/02/2013

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Cade vai investigar expansão do JBS em carne bovina, diz jornal

O crescimento das operações do frigorífico JBS será investigado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), segundo informou nesta sexta-feira (15) o jornal "O Estado de S. Paulo". Segundo o veículo, estimativas iniciais mostram que a empresa pode ter triplicado de tamanho nos últimos quatro anos, elevando sua participação no mercado de carne bovina de 15% para 40%. Parte da expansão foi financiada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Na próxima quarta-feira, o Cade vai reunir em um mesmo processo a análise de seis casos de aquisição do JBS, incluindo a compra do frigorífico Bertin. Além disso, a superintendência do Cade identificou, entre as operações do grupo, cerca de 70 aquisições e arrendamentos de plantas frigoríficas no Brasil, e outras 20 no exterior, que não foram notificadas.

A empresa pode ser multada se o órgão avaliar que as operações deveriam ter sido informada.

Pessoas próximas da empresa, entrevistadas pelo "Estado", disseram que o JBS entende se tratar de operações de arrendamento, e não compra, e que, portanto, não haveria necessidade de informar o Cade sobre as movimentações.

O grupo JBS Friboi se tornou a maior empresa global de processamento de carnes após a aquisição da Pilgrim's, segunda maior produtora de frango dos Estados Unidos, e da fusão com o Bertin S/A. Com a ajuda do BNDES, a empresa cresceu rápido no Brasil, arrendando ou comprando dezenas de frigoríficos. Nenhuma das operações passou pela avaliação do Cade ainda.

Fonte: http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/02/15/cade-vai-investigar-expansao-do-jbs-em-carne-bovina-diz-jornal.htm 15/02/2013


 
 

Quando uma medida econômica é austera

Grandes manifestações, greves, revolta e até ex-trabalhadores de classe média vasculhando lixo atrás de comida… Há quem diga que a austeridade já foi longe demais em países que sofrem com a crise na Europa. Austeridade?

(Na Europa, alguns já buscam comida no lixo.

Foto: Samuel Aranda/ NYT)

A expressão ‘austeridade fiscal’ tem sido utilizada com muita frequência em matérias e alimentado polêmicas ligadas às políticas econômicas em países da União Europeia; e talvez a melhor tradução para ela, a grosso modo, seja contenção de gastos de forma rígida.

Com grandes déficits orçamentários, governos de países como Espanha, Grécia e Itália têm adotado medidas duras e, porque não, dolorosas, para não decepcionar seus credores. Para isso, o Estado acaba cortando verbas direcionadas ao bem estar da população – o que pode afetar a educação, previdência e até os salários dos servidores públicos.

A polêmica é que o sofrimento causado pela austeridade dos governos pode ser ainda maior com os cortes de gastos. “De um lado, o governo gasta menos para conseguir honrar suas dívidas. De outro, a população paga mais impostos e tem seus salários reduzidos, o que diminui o consumo no país”, explica o professor de economia da FEA-USP Adriano Biava. “Como a economia em retração, o desemprego cresce”, completa.

Veja abaixo lista com algumas medidas de austeridade adotadas por alguns países da UE:

FRANÇA - No final de setembro, o governo socialista do presidente francês François Hollande anunciou fortes aumentos de impostos para empresas e ricos, num orçamento para 2013.

Dos 30 bilhões de euros em economias, aproximadamente 20 bilhões de euros virão de aumentos de impostos para famílias e empresas. Hollande confirmou um taxa temporária de 75% para receitas acima de 1 milhão de euros e uma nova taxa de 45% para receitas acima de 150 mil.

ITÁLIA - Em agosto, novos cortes nos gastos públicos aumentaram a impopularidade do governo e de suas reformas polêmicas, como a modificação do código do trabalho, o aumento de impostos e a redução das aposentadorias.

ESPANHA - O governo, que apresentou no final de setembro um novo pacote de reformas econômicas e seu projeto de orçamento para 2013, está considerando congelar pensões e acelerar um aumento planejado na idade de aposentadoria para cortar gastos e atingir as condições para conseguir um esperado pacote internacional de ajuda soberana. O aumento da idade de aposentadoria de 65 anos para 67 anos está acertado e a eliminação do aumento de pensões ligado à inflação anual ainda está sendo avaliada.

PORTUGAL - O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, anunciou no início de setembro que os trabalhadores do setor privado passarão a sofrer um desconto de 18% de seus salários para financiar a Segurança Social, taxa que, até agora, é de 11%. Na prática, a medida representa o fim do 13.º salário no país, algo que já havia sido cortado dos funcionários públicos. A medida entrará em vigor em 2013. O governo também indicou que a mesma situação será mantida aos funcionários públicos em 2013 e aposentados também ficam sem os benefícios.

Em junho de 2011, a Justiça portuguesa havia declarado ilegal o fim do 13.º salário apenas para os funcionários públicos, argumentando que essa seria uma injustiça em relação aos demais. O governo decidiu, portanto, que ninguém receberá o benefício, acabando com a “injustiça”. Além disso, Portugal adotou um duro plano de cortes, incluindo a elevação do IVA (equivalente ao ICMS no Brasil) para 23%, privatizações e corte de salários.

GRÉCIA - Com um orçamento para 2013 que prevê 6º ano de recessão, a Grécia espera aprovação de um duro orçamento de austeridade, que inclui reduções nos pagamentos de aposentadorias, em programas sociais e nos gastos com saúde. Nos últimos anos, os servidores públicos gregos tiveram seus salários cortados. Em solidariedade aos trabalhadores, o presidente do Banco Central grego, George Provopoulos, anunciou um corte seu salário em 30%.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/descomplicador/2012/10/09/quando-uma-medida-economica-e-austera/?doing_wp_cron=1360930757.3538339138031005859375 15/02/2013